Contra (NES)

 

Contra é dos poucos títulos de ação para o NES que fez sucesso. No console no qual reinava o gênero plataforma, fazer um bom jogo de tiro não era tarefa fácil. A maioria tinha erros de programação e apresentavam níveis de dificuldade extremos. Felizmente, estúdios como a Konami  acertaram a mão e deram aos jogadores títulos memoráveis como esse. 

Lançado em 1987 para arcade e um ano depois para o NES, Contra se tornou um clássico seja pelo que significou para o desenvolvimento dos jogos de ação, seja pelos pesadêlos que rendeu aos jogadores – ainda hoje, pode ser considerado um dos jogos mais difíceis da história. 

 

Para quem está familiarizado somente com os jogos um pouco mais recentes, Contra pode ser considerado a versão 8-bits de Metal Slug. Tudo o que há na série da SNK já havia sido encontrado na da Konami antes – ação em sidescroller, várias armas diferentes, um exército quase infinito de inimigos – claro que tudo nas limitações técnicas do NES, até porque são quase dez anos de diferença entre um título e outro. 

Mas o que um sidescroller de ação teria de tão especial? Aparentemente, nada, visto que a primeira impressão que Contra deixa é de que é um jogo normal. A diferença, porém, está no modo como tudo foi construído pela Konami. Os controles, os inimigos, o design das fases, tudo foi projetado com perfeição para que o desafio do jogo o tornasse o melhor título de ação para sua época. 

Mesmo com a possibilidade de atirar em todas as oito direções e contar com cinco tipos de armas – para a época, até que era bastante, qualquer jogador suava sangue para chegar ao fim do jogo. Quando o jogo era iniciado, o jogador tinha três continues com três vidas cada para passar todas as oito fases repletas de aliens. Detalhe: ser atingido por qualquer coisa significa morte. Não é preciso dizer que muita gente considera Contra uma experiência frustrada. Mas para quem não aceitasse o desafio, a Konami tinha a velha carta na manga – bastava apertar ▲, ▲, ▼, ▼, ◄, ►, ◄, ►,  A, B e Start na tela-título para que o código marca-registrada da produtora fosse acionado e 30 vidas ficavam à disposição de quem resolvia se aventurar novamente, facilitando um pouco o trabalho. E o mais irônico é que depois de sofrer até com o código acionado, depois de finalizado o jogo, tinha início uma nova rodada desde a primeira fase, dessa vez no modo difícil, com mais inimigos e mais tiros.

Os curiosos que quiserem ler o texto atrás da capa original de Contra vão se deparar com a citação de “labirintos 3D” no jogo. Exageros da Konami, já que obviamente o NES jamais suportou qualquer tentativa de ultrapassar o universo das duas dimensões. O que havia, na realidade, eram fases nas quaiso cenário era desenhado com perspectiva de profundidade, e como todos os inimigos apareciam na parte superior da tela, havia a sensação das três dimensões (no vídeo e na imagem acima). Embora a verdade estivesse longe disso, era algo até então nunca visto e rendeu uma experiência nova aos jogadores.

Após o primeiro Contra para o NES, a franquia ganhou outros títulos, mas poucos foram tão bons como o pioneiro. Foram mais de dez jogos lançados para todos os principais consoles e portáteis. A passagem da série para o 3D, entretanto, foi muito ruim e passou despercebida, apagada por jogos de ação com melhor qualidade. Mas de uma forma ou de outra, o original permanece como um dos maiores desafios para quem quer gastar algumas horas com um controle de NES nas mãos.

Ficha técnica – Contra
Plataforma: NES
Produtora: Konami
Gênero: Ação
Ano: 1988

4 Respostas

  1. […] do Neo-Geo e dos arcades. Aqui no Baú do Videogame já havíamos dito que Metal Slug é a evolução de Contra, para o NES, já que importa alguns elementos do clássico de 8 bits e ainda se inspira em outros […]

  2. acredito que este foi o jogo que eu mais zerei na minha vida….também a manha de 30 vidas,,,,,ai vc vai longe. jogava muito contra e super contra com o meu amigo e zerava duas a tres vezes ao dia….bons tempos!!!!!!está na minha lista de 5 melhores jogos do nes.

  3. […] do campo de distorção da realidade marketing da Apple é mais difícil do que chegar ao final de Contra. A segunda alternativa é algo que não acontece todos os dias e nem de uma hora para a outra. […]

  4. tive esse jogo na época em que meus pais me deram um nintendo ou um master system.ganhei ele quando tinha 2 a 3 e até hoje eu me lembro.

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