Filme: Magia versão sci-fi – Final Fantasy: The Spirits Within

Final Fantasy é indiscutivelmente a série de RPG de maior sucesso no mundo dos videogames. Desde o primeiro, lançado para o NES em 1987, até o XIII, lançao recentemente, a franquia da Square fez milhões de fãs. Em 2001, os amantes da criação de Hironobu Sakaguchi ganhariam um presente fora dos consoles, mas o que foi concebido não agradou os fãs. Não poderia ser de outra forma, visto que o filme Final Fantasy: Spirits Within não tem quase nada relacionado à consagrada série de RPG.

Antes de mais nada, o filme é classificado como ficção científica. E pelo enredo, não poderia pertencer a outro gênero. Final Fantasy: Spirits Within conta a história de um planeta no qual os humanos sobrevivem lutando contra criaturas chamadas de espectros, entidades em forma de monstros que consomem o espírito dos seres vivos. Posteriormente, descobre-se que tais espectros são fantasmas de uma raça alienígena que chegou ao tal mundo por meio de um fragmento carregando o espírito de um outro planeta, o lugar onde viviam tais extraterrestres e que foi dizimado por uma guerra. Assim como esse planeta alienígena, o mundo no qual se passa a história também tem sua alma, e os heróis do filme buscam alguns espíritos de seres vivos sobreviventes para neutralizar os espectros.

Assista ao trailer do filme

O planeta dos humanos citado na história é a Terra e  a cidade na qual se passa o filme é Nova York. Galileu e até a teoria de Gaia são citados, portanto a trama ocorre no mundo real. Há viagens interplanetárias, armas a laser, alienígenas e equipamentos futuristas, mas não há magias, guerreiros, Chocobos, labirintos, castelos e nem nada que lembre o Final Fantasy dos videogames. O único aspecto evidentemente tirado dos games é o nome do pesquisador de espíritos do longa, o professor Sid, que entretanto nada tem de parecido com o personagem presente em praticamente todos os capítulos da franquia, onde seu nome é escrito com C. Na realidade, parece mais um filme inspirado em Metroid ou Dead Space dado o caráter sci-fi.  Muito, mas muito vagamente, pode ser relacionado com o Final Fantasy III (VI no Japão), o último lançado para Super Nintendo e que tem uma história que envolve robôs e tecnologia – e ainda assim, misturando magia, a verdadeira essência da série. Outro aspecto que já foi citado em outras edições da série – a sétima, a nona e a décima – é a teoria de Gaia, mas que apareceu nos games com outro nome.

Não, não é Halo. É Final Fantasy.

Desnecessário dizer que os fãs repudiaram a criação. O mais surpreendente é que Final Fantasy: Spirits Within foi co-dirigido pelo próprio Sakaguchi, e mesmo assim não tem absolutamente nada de parecido com os jogos que o fizeram tão famoso. Ainda assim, o filme conseguiu arrecadar US$ 85 milhões em todo o mundo, um resultado significativo, e recebeu algumas indicações para premiações de menor expressividade no circuito de cinema norte-americano. Entre os grandes nomes que participaram fazendo a voz dos personagens está Alec Baldwin, que interpretou o capitão Gray Edwards.

No quesito adaptação, Final Fantasy: Spirits Within deixou muito a desejar. Mas o longa ficou famoso por ser o primeiro a usar o sistema de animação em CGI (Computer Generated Imagery) com humanos, ou seja, introduziu o caráter realista ao animar pessoas de verdade, a mesma tecnologia posteriormente usada por grandes estúdios do ramo como a Dreamworks e a Disney/Pixar. A qualidade das imagens, aliás, é o ponto forte do filme. Há cenas em que realmente parece que estamos assisitindo a uma gravação, e não a uma animação, e os personagens parecem muito pouco artificiais, o que se deve também à dublagem dos atores. Criação de imagens gráficas de humanos, aliás, foi um dos motivos que atraiu tanta atenção para o longa.

Essa sequência de imagens não lembra Metroid?

Final Fantasy: Spirits Within

Uma resposta

  1. bonzinho,,,mas ficou devendo em alguns aspectos…legal!!!!

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