Let the carnage begin! – Rock’n’Roll Racing (Super NES)

RocknRoll Racing Boxshot

Não é só a velocidade que importa nos jogos de corrida. Pelo menos não em Rock’n’Roll Racing. O que importa, além do dinheiro adquirido com o primeiro lugar, é explodir os adversários usando bombas, mísseis, minas, lasers e até o seu próprio carro em corridas interplanetárias, tudo ao som de obras primas do bom e velho rock’n’roll.

Lançado em 1993  e desenvolvido pela desconhecida Silicon & Sinapse – mesma criadora de The Lost Vikings e atualmente mais conhecida como Blizzard -, Rock’n’Roll Racing surgiu como uma alternativa simples e divertida aos títulos tradicionais de corrida unindo elementos de ação e velocidade. Enquanto a maioria dos jogos do gênero tinham – e ainda têm – a perspectiva pela traseira do carro, como Top Gear , o grande hit de corrida para o Super NES, Rock’n’Roll Racing tinha uma “câmera aérea”. Os carros e a pista não eram vistos por cima, mas de uma perspectiva diagonal, algo que é chamado de 2,5D, já que trabalha com a noção de profundidade mesmo sem explorar completamente todas as três dimensões.

Rock’n’Roll Racing faz parte daquele grupo de jogos de corrida que envolve outros aspectos além da competição e das ultrapassagens. Esse estilo, cujo grande popularizador foi Super Mario Kart, pode ser considerado uma ramificação do gênero original e tem no multiplayer o grande fator de diversão. Os vários equipamentos e armas exigiam do jogador muito mais que habilidade no volante e de certa forma requeriam estratégias além de simplesmente buscar o primeiro lugar. Os controles, entretanto, eram bastante simples e pouco tempo de jogo resultava em uma rápida adaptação do jogador.

E toda a adrenalina das corridas era regada ao som de alguns dos maiores clássicos do rock, como o próprio nome do jogo diz. A trilha sonora era composta por Paranoid, do Black Sabbath; Highway Star, do Deep Purple; Bad to the Bone, de George Thorougood; Born to be Wild, de Steppenwolf; e Peter Gunn Theme, dos Blues Brothers. Todas em versões digitalizadas, claro, mas perfeitamente reconhecíveis e dando um toque especial nas corridas.

Não bastassem os clássicos do rock como música de fundo, havia ainda um narrador alucinado mas corridas. A voz Larry “Supermouth” Huffman marcou Rock’n’Roll Racing ao gritar coisas como “Let the carnage begin!” (“Que comece a carnificina!”) e outras frases avisando que determinado corredor estaria prestes a explodir. O locutor, famoso nos EUA por suas narrações em corridas de monster trucks e motocross, foi convidado para gravar as vozes para o jogo. O apelido de “Supermouth”, cuja tradução é “Superboca”, foi dado pela habilidade de falar até 300 palavras em apenas um minuto. (Clique para baixar as frases de Larry Huffman em Rock’n’Roll Racing)

Os personagens, os planetas e os carros também são memoráveis. Seres estranhos, meio-humanos e outros completamente monstruosos compunham o elenco de rivais e personagens selecionáveis, que contavam com o viking Olaf, de The Lost Vikings, como personagem secreto. As máquinas, customizáveiz em termos de cores e melhorias, eram apenas cinco, mas iam de um simples veículo off-road a um mini-tanque e um hovecraft. E os mundos viajavam por desertos, pântanos, planetas cibernéticos, congelados e cobertos de lava.

Rock’n’Roll Racing era daqueles jogos difíceis de enjoar, ainda mais se jogado por mais de uma pessoa. As corridas rápidas e o nível de desafio na medida fizeram do título um dos maiores clássicos de corrida para o Super NES que infelizmente não ganhou continuações oficiais, embora tenha inspirado alguns games. Há um site feito por fãs brasileiros (Lucas Ferreira e Renato Seabra, conhecidos como LucasRRR e Alijenu) completamente dedicado ao jogo com quase tudo o que existe relacionado a ele que vale a pena ser conferido (clique para acessar).

Ficha técnica: Rock’n’Roll Racing
Plataforma: Super NES
Produtora: Silicon & Synapse
Gênero: Corrida
Ano: 1993

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Super² – os heróis dos quadrinhos no Super Nintendo

Histórias em quadrinhos e videogames é uma combinação que, na maioria das vezes, rende coisas muito boas. Não é para menos, já que a ação e os poderes das HQs combinam e muito com o mundo fantástico dos games. E o que dizer de super heróis dentro do Super Nintendo? Super legal, pelo menos a maioria deles. O console com o ‘super’ no nome teve jogos de vários dos mais famosos personagens dos quadrinhos – do Batman ao Hulk – transportando-os das páginas dos gibis para a tela da televisão deixando o jogador à vontade com seu novíssimo cinto de utilidades.

Death and Return of Superman – O kryptoniano aparece no Super NES não só em sua versão Clark Kent. Seguindo o enredo do quadrinho de mesmo nome, Death and Return of Superman mostra a morte do herói e seu retorno. Aparecem o Cyborg (O Homem do Amanhã), o Superboy (A Maravilha de Metrópolis), o Homem de Aço (uma versão meio-robô-meio-kryptoniana) e o Erradicador (O Último Filho de Krypton), todos jogáveis e com habilidades diferentes. Não é um dos melhores jogos para o console, mas bem divertido para quem é fã do herói, já que remonta toda a história dos quadrinhos, embora com alguns cortes. Apesar de um pouco repetitivo, tinha algumas fazes no estilo ‘shooter’ e ainda permitia que o personagem voasse, algo possível somente ao Superman em um beat’em up.

Batman Returns Sem usar ao extremo seu cinto de utilidades, o homem-morcego estrela um dos melhores beat’em ups do Super NES. Inspirado no filme de mesmo nome (aquele com o Danny DeVitto como o Pinguim), é tudo o que se espera de Bruce Wayne em sua identidade secreta: muita ação. Assim como a vida do super herói, o jogo não é dos mais fáceis, mas tem controles, gráficos e trilha sonora de excelente qualidade. Ótimo trabalho da Acclaim, diferentemente de Batman Forever, da mesma companhia, feito no estilo Mortal Kombat, uma experiência sofrível no console de 16 bits.

The Incredible Hulk – O que o grandão tem de incrível nos gibis não tem nada de incrível no Super NES. A US Gold fez Hulk parecer um ‘anão’ troncudo com dois metros de altura em um jogo horrível, difícil de jogar e com uma música irritante. Onde já se viu um humano resistir a três socos furiosamente carregados com a força dos raios gama? Sem carros para jogar nos adversários, sem paredes para quebrar, apenas humanos aparentemente ultra resistentes que tentam parar o grandão em um game até confuso. Se Bruce Bane visse o que fizeram com o verdinho, provavelmente ficaria furioso e… o resto vocês já sabem.

X-men: Mutant Apocalypse – Um é pouco, dois é bom, três é demais… e cinco é perfeito! Cinco mutantes em um só jogo, cada um com suas habilidades especiais lutando contra Magneto e Apocalypse. Isso é X-men: Mutant Apocalypse, o melhor jogo dos pupilos de Charles Xavier no Super NES. Gambit, Psylocke, Cyclops, Fera e, claro, Wolverine, são os mutantes à escolha do jogador. Além de habilidades específicas, cada um começa em uma fase diferente, e todas devem ser completadas para que o jogo siga em frente. O estilo, ainda que seja parecido com um beat’em up, se encaixa melhor no gênero de ação, já que tem características de plataforma. Bastante difícil também, mas ao mesmo tempo muito divertido, principalmente por conta dos poderes especiais dos personagens e das batalhas – impossíveis – contra Magneto e Apocalypse no fim.

Captain America and The Avengers – Também estrela mais de um herói, embora apenas o Capitão America esteja no título. O soldado tem a ajuda do Homem de Ferro, de Hawkeye e de Vision, embora a equipe original dos Vingadores tivesse apenas os dois primeiros. Assemelha-se a todos os outros jogos citados até agora, mas em vez de socos e chutes, é baseado em projéteis, ou seja, mais parece um jogo de tiro que de luta, mesmo porque tem fases no estilo shooter. Os gráficos são bem simples e os controles não ruins, mas é mal projetado, apresenta bugs frequentes e o grau de dificuldade se eleva repentinamente. O barato é a aparição dos vilões da Marvel, como o Ceifador e o Fanático, e alguns aliados, como a Mulher Maravilha e o Vespa. Além disso, toda vez que se acerta um inimigo aparecem as onomatopéias tradicionais dos quadrinhos, como “POW” e “THWAK!”.

Spiderman & Venom: Separation Anxiety – Jogar com na pele de super heróis é divertido. Controlando um vilão também! Além do Homem Aranha, é possível controlar o simbionte Venom neste jogo, um dos muitos do aracnídeo para o console. Um beat’em up bem simples e divertido, com a adição dos poderes especiais do Aranha, claro. Afinal, não é todo jogo que permite prender os inimigos em uma teia e escalar prédios se balançado em cipós de fluído. É a continuação de Spiderman & Venom: Maximum Carnage, mas dessa vez é possível jogar com herói e vilão simultaneamente, o que torna tudo infinitamente mais fácil e divertido! Além desse dois, o Aranha ainda tem mais três títulos para o console, um deles junto dos X-Men.

Spawn – Fiel à história e até aos estilo gráfico dos quadrinhos, o único título do demônio para Super NES é divertido para quem é fã da série, mas nenhuma experiência nova para quem só está interssado na ação. Embora tenha várias opções de comandos – todos visualmente muito bonitos quando executados – Spawn é simples de aprender, mas difícil de jogar. Ainda assim, traz a mesma ação dos gibis e não deixa a desejar no quesito fidelidade. Inimigos como Overkill e o próprio demônio Malebolgia aparecem como chefes. Seria uma obra prima se o combate fosse mais elaborado, mas ainda assim vale pelas técnicas avançadas de Spawn.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time – Neste que é considerado um dos melhores beat’em ups de todos os tempos, nada de poderes, heróis voadores e cintos de utilidade. Tudo o que há são quatro tartarugas lutadoras, capangas e pizza. Sem dúvida o melhor jogo das Tartarugas Ninja já produzido. Divertido, fácil de aprender, temática de viagem no tempo e os quatro répteis à escolha do jogador são a receita do sucesso de Turtles in Time. Além de Michelangelo, Donatelo, Rafael e Leonardo, vilões típicos dos quadrinhos entravam em cena. Tudo o que os fãs queriam das Tartarugas Ninja estálá, inclusive a música do desenho animado e os gritos de “kowabanga!”. Posteriormente, as Tartarugas Ninja ganharam um jogo no gênero de luta, mas o título não fez sucesso.

Mighty Morphin Power Rangers – Quando os Power Rangers ainda eram um sucesso por aqui e nos Estados Unidos, um jogo foi lançado pela Natsume exatamente nos moldes do seriado da televisão: os cinco adolescentes seguiam batendo nos bonecos desengonçados e, quando as coisas apertavam, era hora de morfar e eles se transformavam nos Power Rangers. Quem era fã da série tinha um prato cheio nas mãos, mesmo não tendo o melhor título para o Super NES. Nas fases finais do jogo, os Rangers invocam o robozão Megazord, como não poderia deixar de ser, para lutar com um monstro de proporções gigantescas. Bastante simples, mas ainda assim bem divertido. Quando ‘morfados’, cada ranger tinha uma arma especial e movimentos próprios. É baseado na primeira geração da série, produzida pela Bandai, a que fez mais sucesso. Posteriormente, foi lançada uma versão de luta dos Power Rangers com cinco Zords (os robôs de cada um) e um novo beat’em up um pouco mais elaborado, que foi produzido com base no filme da segunda geração.

Final Fight 3 (Super NES)

Final Fight é uma das mais famosas e bem sucedidas séries para o Super NES.  O título é um dos primeiros a ser lembrado quando o gênero beat’em up é colocado em questão e, embora não seja tão celebrado como Street Fighter, Mega Man ou Resident Evil, ajudou a consagrar a Capcom como a produtora dos melhores beat’em ups da era 16-bits.

Mas o que é o beat’em up? É o gênero que mistura luta e aspectos de aventura e plataforma, que consiste em avançar com o personagem pelas fases enquanto derrota inimigos, de controles simples e geralmente com suporte para mais que um jogador. Basicamente, um beat’em up se resume em bater, bater e bater. O gênero pode ser considerado os primórdios e a maior influência para jogos como as séries Devil May Cry, God of War e o jogo No More Heroes, já que, embora sejam títulos de ação e obviamente dispõem de mais recursos, também trabalham com o princípio de derrotar inimigos e avançar.

A última versão de Final Fight para o console de 16 bits da Nintendo reúne todos os ingredientes que consagraram a série: a história da gangue que invadiu Metro City e os personagens Mike Haggar (o prefeito da cidade), Guy, o ninja  que retorna à série após sua ausência em Final Fight 2 e participa da série Alpha de Street Fighter e os estreantes Lucia e Dean.
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Cada beat’em up trouxe inovações conforme o gênero evoluiu. A novidade de Final Fight 3 são movimentos especiais executados por comandos similares aos de jogos de luta e uma barra de ataque especial que viria a ser usada em jogos como The King of Fighters e outros jogos de luta posteriormente. Além disso,  o caminho a ser percorrido nas fases não são determinados, ou seja,  o jogador pode acessar áreas secretas e até enfrentar um chefe diferente ao quebrar uma porta por exemplo. Assim, Final Fight 3 ganhou em vida útil, pois não se torna tedioso rapidamente, uma vez que há vários caminhos diferentes para poder acabar o jogo.

A verdadeira diversão de um beat’em up é jogar com um ou mais parceiros, o que até deixa o jogo não mais fácil, mas menos difícil. Final Fight 3 trouxe, além da opção para dois jogadores, o modo “2P Auto Play”, no qual o segundo jogador é controlado automaticamente, embora a inteligência artificial do jogo seja ruim e faz com que o segundo personagem até atrapalhe algumas vezes.

Dos jogos 2-D da série, Final Fight 3 é o mais completo e sólido. O título ajudou a popularizar os beat’em ups, embora tenha sido lançado já no fim da era do Super NES, e encerrou a série no console com chave de ouro. Abaixo, o vídeo do ScrewAttack que elege os 10 maiores beat’em ups de todos os tempos, que inclui o primeiro Final Fight e no qual figuram apenas jogos 2-D.

Ficha Técnica
Plataformas: Super NES
Produtora: Capcom
Ano: 1995
Gênero: Beat’em Up

Super NES

O sucessor do NES chegou ao mercado em 1990, depois do Mega Drive, seu grande rival e criação da concorrente Sega. Mesmo não tendo estreado a geração 16-bits, o Super NES (ou Super Famicom, como ficou conhecido no Japão), foi o grande expoente dos videogames no início dos anos 90 e consolidou a liderança da Nintendo no mercado.

Esta seção é dedicada totalmente ao Super NES, seus jogos e acessórios, console onde Mario e toda o elenco da Nintendo ganhou títulos inesquecíveis e que é considerado por muitos como a maior plataforma de todos os tempos.