Comix Zone (Mega Drive)

Os quadrinhos fazem parte da história dos videogames desde seu início. Superheróis conhecidos ou não ganharam jogos de vários gêneros em praticamente todos os consoles lançados no mercado, fossem os títulos bons ou ruins (veja os melhores jogos de superheróis do Super NES no arquivo do Baú do Videogame). Comix Zone, porém, abordou a relação entre os jogos eletrônicos e as HQ no Mega Drive de um modo diferente, e praticamente criou um história interativa dentro do console.

Lançado pela Sega já no fim da vida útil do Mega Drive, em 1995, Comix Zone não estrelava nenhum herói da Marvel ou da DC Comics ou qualquer ser com superpoderes. O protagonista era o desenhista Sketch Turner, que acaba indo parar dentro de suas próprias histórias em quadrinhos e deve lutar contra os monstros que o vilão Mortus desenha instantaneamente. A ação se passava nas páginas do gibi, e Turner ia de quadro em quadro, e às vezes rompendo as fronteiras entre eles, batendo e explodindo os inimigos.

Atentendo à proposta do jogo, os gráficos eram próximos dos quadrinhos, com sombramento e muitos detalhes. Tudo, aliás, remete às HQs – os personagens falam por meio de balõezinhos, “pows”, “bams” e “wacks” aparecem quando se acerta um golpe e até a narração se dá por meio de mensagens nos cantos dos quadros onde Turner está. Além do esmero dos produtores, o que explica essa proximidade de Comix Zone com os gibis é que toda a parte gráfica foi produzida por quadrinistas profissionais. Os efeitos sonoros também impressionam, mas a música não explora toda a capacidade do console da Sega.

A complexidade dos combates também foi algo que chamou bastante atenção. Na maioria dos jogos de ação do gênero e nos beat’em ups, bastava apertar o botão de ataque para executar os combos, que geralmente também não variavam muito. Mas em Comix Zone,  os golpes podiam ser direcionados para cima e para baixo, havia movimentos especiais de ataque e esquiva e até bloqueio, fazendo com que o jogador não atacasse sem parar e tivesse de planejar seus movimentos. Era possível até arrancar um pedaço do cenário, fazer um avião de papel e atirar nos adversários!

 

Desenho da primeira fase de Comix Zone, como uma página de gibi

Além de ter chegado ao mercado bastante tarde, Comix Zone era extremamente curto e difícil, o que colaborou para que não fosse sempre lembrado entre os melhores do Mega Drive. Apenas seis “páginas” do gibi eram percorridas pelo jogador, ou seja, duas fases de cada um dos três capítulos. E mesmo sem ser muito longo, mostrava-se um verdadeiro desafio para quem quisesse chegar ao final, o que só piorava com o fato de não haver vidas ou continues – o jogador tinha só uma chance de recomeçar o capítulo em que estava.

Apesar dessas pequenas falhas, Comix Zone é sem dúvida um dos títulos mais criativos já vistos. A mecânica em si não traz nada de inovador, visto que é apenas um jogo de ação de bastante complexidade nos combates, mas a ideia de fazer tudo como se fosse uma HQ deu o ar inovador do título. Além do Mega Drive, Comix Zone chegou ao PC e ao Gameboy Advance com pequenas alterações gráficas, mas com o mesmo modelo de jogo. O título pode atualmente ser baixado nas redes dos consoles Xbox 360 e Wii.

Ficha técnica: Comix Zone
Plataforma: Mega Drive
Produtora: Sega
Gênero: Ação
Ano: 1995

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Frogger (Atari)

Frogger foi um fenômeno dos videogames nos arcades e no Atari, além de ter sido o primeiro grande hit da Konami. O título chegou aos arcades em 1981, e nos consoles domésticos um ano depois, com algumas pequenas alterações gráficas devido às limitações de cada plataforma.

Extremamente viciante, a receita de Frogger era simples. O jogador precisava fazer o sapo atravessar uma avenida movimentada com caminhões, carros e motos e um rio cheio de jacarés, tartarugas e troncos. Tudo isso sem deixar o pequeno anfíbio ser atropelado, sem se afogar ou sem ser comido pelos traiçoeiros répteis. Basicamente, na avenida, o sapo não pode ser atingido pelos objetos que se movem, enquanto no rio ele deve pular exatamente nestes objetos – exceto nos jacarés de boca aberta, claro. (Clique aqui para jogar Frogger!)

Versão para arcade

O sapo podia ser movimentado para os lados, para frente e para trás. A cada cinco anfíbios que o jogador conseguisse colocar do outro lado do rio, um novo nível era iniciado. A dificuldade de cada fase era medida pela velocidade dos objetos na avenida e no rio, e tudo ficava bastante complicado depois de alguns níveis. Frequentemente, moscas e outros sapos apareciam durante o percurso, e se o jogador conseguisse pegá-lo, ganhava pontos extra.

Histórias sobre o clássico do sapinho não faltam. Inicialmente, o jogo se chamaria ‘Highway Jumping Frog’ (algo como “O Sapo que atravessa a avenida”), mas os figurões da Konami avaliaram que o nome não tinha o espírito do jogo, e optaram pela versão mais curta. O jogo aparece também no seriado norte-americano Seinfield, quando George Constanza, um dos personagens, cruza a cidade com um fliperama original de Frogger, parodiando a própria travessia de avenidas do título. Constanza, aliás, fez um recorde ficcional de 863,050 pontos. A única pontuação real registrada que supera a de Seinfield é do norte-americano Pat Laffaye, com 896,980 pontos.

Comercial de Frogger (com Star Wars de bônus)

O Frogger original, ou conversões bastante próximas da versão arcade, foi lançado para mais de 10 plataformas, desde as mais conhecidas às mais raras. Continuações também chegaram aos consoles domésticos e aos fliperamas, mas o primeiro jogo foi que ficou eternizado. Consoles como o Playstation ganharam uma versão 3D, que retomava o jogo original e incluía novos níveis para controlar o sapinho. No Super NES, Frogger foi um dos últimos jogos a ser lançados. Entre os consoles atuais, somente o Xbox 360 disponibiliza-o para download.

Ficha técnica – Frogger
Plataforma: Atari
Desenvolvimento: Konami
Publisher: Parker Bros.
Gênero: Ação
Ano: 1982

Trilhas Sonoras – Tema do 1º Episódio de Doom

O rock pesado composto por Robert Prince embala a ação frenética de Doom, um dos maiores clássicos dos FPS para PC. Este é o tema do primeiro episódio do jogo, no qual começa a carnificina contra a horda de monstros. Faça o download da trilha clicando aqui.

Episódio 1 – Doom by jvccarioca

Quer relembrar alguma trilha do seu clássico favorito? Deixe sua sugestão para o Baú do Videogame nos comentários!

Perfect Dark (Nintendo 64)

007 Goldeneye foi o grande título de tiro em primeira pessoa no Nintendo 64. A versão eletrônica de James Bond reinventou o gênero e trouxe um dos modos multiplayer mais celebrados até então. O sucesso foi tão grande que a Rare decidiu fazer uma sequência, e nem estamos falando de 007 – The World Is Not Enough. O assunto aqui é Perfect Dark.

Perfect Dark não é a sequência oficial de 007 Goldeneye, mas é o sucessor que carregou a aprimorou o DNA do agente secreto britânico. Foi lançado em 2000, três anos depois do primeiro jogo de tiro da Rare para o console e fez bastante sucesso, principalmente por conta da qualidade técnica – ganhou notas altíssimas nas publicações especializadas.

Desde que as primeiras notícias sobre o desenvolvimento de Perfect Dark começaram a surgir, o jogo foi logo vinculado à linha sucessória de 007 Goldeneye. Quando ele chegou ao mercado, a teoria foi comprovada – as semelhanças mecânicas e gráficas são incríveis, até porque ambos foram produzidos com a mesma engine. A sensação de jogar um é a mesma de jogar o outro, e não fosse pelas armas, personagens e mapas diferentes, seriam a mesma coisa.

Em vez de estar na pele de James Bond, o jogador assume o papel de Joanna Dark, uma agente secreta envolvida em missões para um laboratório de tecnologia que acaba descobrindo uma conspiração alien por trás de tudo. Os controles  e a mecânica são estritamente os mesmos, mas foi incluído o comando de pulo. A maioria das armas foram renovadas, outras tiveram apenas o nome trocado, mas quase todas ganharam uma segunda função. Apenas os gráficos, bastante avançados para a época de 007 Goldeneye, não tiveram muitas melhoras, mas nada que prejudique a qualidade técnica do jogo.

O que impressionou em Perfect Dark foi o altíssimo nível da inteligência artificial. No modo principal, isso não fica tão evidente, embora alguns inimigos se esquivem, deitem e se escondem, mesmo que sem dificultar muito as coisas para o jogador. Mas nas missões solo, era possível escolher o nível dos simulants, os chamados ‘bots’, e alguns deles se mostravam verdadeiras máquinas de matar. No modo multiplayer, Perfect Dark reuniu os melhores aspectos de 007 Goldeneye e aprimorou. Mais modalidades, mais opções, e até um modo cooperativo nas missões.

A saga de Joanna Dark foi talvez o melhor first person shooter do Nintendo 64, mas não fez o mesmo sucesso de 007 Goldeneye. Um dos motivos que explica isso é a data de lançamento, bastante próxima do fim da vida útil do console. Apesar disso, Perfect Dark foi o grande lançamento de 2000 para a plataforma e frequentemente é lembrado entre seus melhores títulos. O Xbox 360 ganhou uma nova versão do jogo em 2005, Perfect Dark Zero, mas o original é o mais novo lançamento no console – chegou à Live na segunda semana de março e está disponível para download.

Ficha técnica – Perfect Dark
Plataforma: Nintendo 64
Desenvolvimento: Rare
Gênero: Tiro/FPS
Ano: 2000

Metal Slug (Neo-Geo)

Os jogos de luta são a maior e melhor marca registrada da SNK. A desenvolvedora japonesa é responsável por títulos como Samurai Shodown, The King of Fighters, Fatal Fury e vários outros que fazem a alegria dos frequentadores de arcade. Felizmente, não é só nesse gênero que o estúdio produz com maestria, e Metal Slug é a prova disso.

Esse título de ação de 1996 deu início à melhor série de tiro em duas dimensões das gerações mais recentes e é um dos mais populares do Neo-Geo e dos arcades. Aqui no Baú do Videogame já havíamos dito que Metal Slug é a evolução de Contra, para o NES, já que importa alguns elementos do clássico de 8 bits e ainda se inspira em outros aspectos de Gunstar Heroes, do Mega Drive.

Winners don’t use drugs

Metal Slug tem todos os elementos dos jogos de tiro 2D tradicionais. O jogo se desenvolve no esquema de sidescrolling, há uma infinidade de inimigos durante as missões e um único tiro é fatal para o jogador. Pular, jogar granadas e atirar em quase todas as direções são as ações possíveis, o que deve ser aliado a uma destreza quase sobrehumana para garantir a sobrevivência, dada a situação caótica em alguns trechos do jogo.

O que impressiona é a quantidade de detalhes não apenas gráficos. Algumas fases têm vários níveis de plataformas e objetos destrutíveis que alteram o layout do jogo – se uma varanda é destruída, não se pode mais subir nela, por exemplo. Os inimigos, cuja variedade é imensa, chegam a pé, em tanques, de pára-quedas, saem da água e atacam de forma e com armas diferentes. Alguns deles se escondem, outros aguardam tranquilamente ao redor de uma fogueira e outros atacam como kamikazes, tudo feito com animações de primeiríssima qualidade, inclusive quando eles são atingidos e morrem.

E como todo jogo de tiro, novas armas não poderiam faltar. Assim como em Contra, o arsenal é representado por letras – H é a ‘heavy machine gun’ (metralhadora), F é o ‘flamethrower’ (lança-chamas), S é a ‘shotgun’ (espingarda) e R é o ‘rocket launcher’ (lança-foguetes). E tudo isso era encontrado no meio das missões ou eram dadas por velhos barbudos de cuecas, os prisioneiros de guerra que o jogador precisava resgatar, mas a munição era limitada.

A história é bastante clichê – um general roubou o Metal Slug precisa ser detido antes que algo maior aconteça -, mas não prejudica a qualidade do jogo. Ao menos a trama justifica os tanques, canhões, aviões e navios que tentam te matar. Isso sem falar nos chefes, todos armamentos tecnológicos gigantescos que costumam consumir muitas vidas dos jogadores.

A série Metal Slug começou em 1996, mas o mais recente jogo, a sétima edição, chegou ao DS em 2008. Entre esses dois extremos, vários títulos chegaram a outras plataformas que não fossem o Neo-Geo e os arcades, principalmente no Playstation e no Playstation 2. Todos os portáteis a partir do Gameboy Advance, inclusive celulares e iPhone, ganharam versões do jogo. O primeiro deles, este que relembramos, pode ser baixado nas redes do Nintendo Wii e do Xbox 360. Aproveita, pois provavelmente sairá mais barato, considerando o dinheiro que seria gasto com as fichas em um arcade.

Ficha técnica – Metal Slug
Plataforma: Neo-Geo
Desenvolvimento: SNK
Gênero: Ação
Ano: 1996

Galaga (Arcade)

Galaga dispensa comentários. É tão simples quanto um jogo pode ser e ainda assim é extremamente viciante. Sucesso no arcades, é o típico “jogo de navinha” que desafia o jogador a ir cada vez mais longe. Simples – e clichê – também é a história: os alienígenas estão invadindo a terra e o único modo de detê-los é com seu canhão laser.

De fato, não há mais o que fazer além de eliminar todos os inimigos da tela estática, o mesmo objetivo do pioneiro dos shooters – Space Invaders, de 1978, para Atari. Galaga, porém, apresentou algumas evoluções. Os gráficos e os efeitos sonoros ficaram obviamente melhores, mas a principal mudança estava nos inimigos. Em vez de iniciarem o jogo já em suas posições, as naves adversárias entravam fazendo manobras e assumiam a formação. A partir de então, saiam de sua formação original e voavam em direção à nave do jogador, enquanto em Space Invaders o exército de aliens se movia de um lado para o outro e gradativamente se aproximavam do fundo da tela enquanto atiravam.

A dificuldade também aumentou, já que os tiros não viajavam sempre em uma linha reta, não havia barreiras e as próprias naves inimigas poderiam tirar uma vida se batessem contra a do jogador. Havia inimigos que até sugavam a nave do jogador e davam a oportunidade de recuperá-la posteriormente, aumentando o poder de fogo.

Galaga faz parte do grupo de clássicos que inspirou os shooters modernos, nos quais há progressão da tela e as naves ou aviões podem se movimentar livremente e quase não há espaço para se mover devido à quantidade absurda de inimigos e projéteis. Já no Atari, um ano depois com River Raid, o esquema de progressão de tela passou a ser usado, embora os estilos dos jogos fossem ligeiramente diferentes. De qualquer modo, não foi Galaga que inaugurou o gênero, foi o título da Namco que introduziu alguns dos principais aspectos desse tipo de jogo. E nada melhor do que jogar os clássicos para relembrá-los.

O primeiro Galaga foi o único que fez sucesso. O game original foi lançado para consoles como o  Atari e o NES e sobreviveu em coleções em edições para o Gameboy Color, outras plataformas menos conhecidas e atualmente pode pode ser baixado na Xbox Live. A Namco ainda lançou sequências do título que na realidade nunca emplacaram. Felizmente, o Baú do Videogame traz uma versão online para relembrar o clássico. Clique aqui para jogar!

Ficha técnica – Galaga
Plataforma: Arcade
Produtora: Namco
Gênero: Ação/shooter
Ano: 1981

Metal Gear – Do começo ao fim

Já ouviu falar sobre um jogo de espionagem tática que revolucionou os videogames, em especial a plataforma Playstation? Algum amigo teu falou da história de um tal de Snake que, com uma faixa na cabeça idêntica a do Rambo, enfrenta um robô gigantesco armado com ogivas nucleares? O Baú do Videogame apresenta um apanhado geral das histórias de cada um dos jogos da série Metal Gear criados pelo mestre da Konami no Japão, Hideo Kojima. Confira detalhes em ordem cronológica (de acordo com os games, não com os anos de lançamento):

Metal Gear Solid 3: Snake Eater (e Subsistence)
Playstation 2
Ano de lançamento – 2004

Kojima escreveu este enredo para ser a data 0 de toda a série Metal Gear. O ano é 1964 e um agente das forças especiais Fox é enviado para a União Soviética. Seu nome é Jack, sem sobrenome ou passado além dos registros na CIA, e o apelido Snake, dado por sua mentora, Boss. Ele é auxiliado por Major Zero e toda uma equipe para resgatar o cientista Sokolov das mãos inimigas, em plena Guerra Fria. A operação, conhecida como Virtuous Mission, falha quando Boss se revela uma traidora e leva Sokolov novamente aos russos, entregando dois foguetes nucleares Davy Crocket de brinde a um dos maiores militares soviéticos, o Coronel Volgin.

Volgin detona dois mísseis em duas cidades russas e culpa os EUA pelo incidente. Snake é novamente enviado, dessa vez para enfrentar sua própria mentora e o Coronel Volgin, em uma segunda operação batizada de Snake Eater. Sokolov é usado para desenvolver um projeto chamado Shagohod, um robô-tanque capaz de lançar mísseis nucleares em massa. Essa máquina é um pré-Metal Gear, que será desenvolvido nos EUA.

Todos os elementos que consagram qualquer episódio da série estão nesse capítulo.

Metal Gear Solid: Portable Ops
PSP
Ano de lançamento – 2006

Seis anos depois da operação Snake Eater, 1970, a FOX foi desmembrada do governo americano pela CIA e Big Boss (o agora veterano de guerra Snake) e seu chefe Major Zero são dados como traidores. Fugindo de uma prisão com um ex-boina verde (divisão especial do exército), Roy Campbell, Snake deve conter uma rebelião de simpatizantes soviéticos na Colômbia. Seu líder é um soldado modificado chamado Gene, também líder da nova formação da FOX.

O protótipo ICBMG é o primeiro Metal Gear da cronologia oficial da série, chamado também de RAXA. Gene usa essa máquina dentro de um complexo chamado Army´s Heaven, o primeiro paraíso militar para soldados mercenários na história de Metal Gear Solid. Ocelot é revelado como um agente duplo que auxiliou tanto Gene quanto Snake ao longo do confronto.

Os mercenários recrutados por Jack Snake contra Gene vão formar uma nova força especial americana chamada FOXHOUND, com auxílio de Revolver Ocelot, Major Zero, um rapaz chamado Null (futuramente Gray Fox) e Roy Campbell. O jogo também lida com o mistério de quem são os Patriots, pouco antes do lançamento de MGS4.

Metal Gear Solid: Peace Walker
PSP
Ano de lançamento – 2010

Previsto para ser novidade neste ano, Peace Walker tem a mesma tática de espionagem em grupos, como em Portable Ops. A história se passa na Costa Rica, em 1974, com Snake desiludido com o governo americano e liderando um grupo de mercenários chamado Militaires Sans Frontières, ou Militares Sem Fronteiras (MSF). Kazuhira Miller, conhecido como Master, é um dos líderes desse novo grupo.

A família Emmerich aparece pela primeira vez nesse jogo. Como desenvolvedor de um Metal Gear, Huey é pai do doutor Hal, conhecido como Otacon, que ajudará Solid Snake, filho de Big Boss (Snake). Toda a trama ocorrerá em uma tentativa de pacificar a Costa Rica, tendo a milícia local e a atuação do MSF. O MSF, como a história de Metal Gear mostra, formará a Outer Heaven, a primeira organização clandestina e terrorista liderada por Big Boss, no auge de sua revolta contra os EUA e a manipulação da Guerra Fria.

Metal Gear
MSX2, NES, PC MS-DOS, Commodore 64, Celular, GameCube, Playstation 2
Ano de lançamento – 1987

Primeiro jogo criado da série, em gráficos 2D. Mandado para a base Outer Heaven, a 200 metros do norte de Galzburg, África do Sul, o novato Solid Snake executa a operação Intrude N313. Membro da FOXHOUND, em 1995, ele deve resgatar o veterano Gray Fox, sequestrado no local.

A operação começa a resultar em problemas com a volta de Big Boss, seu chefe na FOXHOUND, traindo a corporação e assumindo o controle de um Metal Gear, descrito por Fox em relatórios ao governo americano. Solid Snake deve resgatar o Dr. Pettrovich, criador da máquina, e sua filha, Ellen.

Metal Gear 2: Solid Snake
MSX2, Celular, Playstation 2
Ano de lançamento – 1990

Solid Snake é enviado até Zanzibar Land (um local fictício, e não a ilha de Zanzibar que fica na Tanzânia, África) para dar fim a outro Metal Gear, o modelo D, seqüestrado em 1999. Seu tutor na FOXHOUND, com a traição de Big Boss, é o Coronel Roy Campbell, um dos fundadores do grupo, junto de (Kazuhira) McDonnell Miller. No local, Snake se vê não só contra Big Boss, mas também contra seu parceiro de muitas operações, Gray Fox.

O jogo trouxe uma reviravolta em toda a cronologia da série ao mostrar o parentesco real entre Big Boss e Solid Snake. Mas isso só seria revelado, com mais detalhes, no jogo seguinte.

Metal Gear Solid
Playstation, PC Windows, GameCube (com o subtítulo The Twin Snakes)
Ano de lançamento – 1998

A revolução de Hideo Kojima veio com esse jogo: os primeiros gráficos 3D da série, primeiros atores profissionais a incorporarem personagens e a trilha sonora de Harry Gregson-Williams, consagrado em Hollywood. Solid Snake estava aposentado, vivendo na neve do Alasca, quando é convocado por Roy Campbell para uma última missão.

O roteiro é digno dos maiores filmes de ação. Snake descobre que foi parte de um projeto chamado Genome Soldiers, vários soldados clonados de um único herói: Big Boss. Na neve em que vive, um novo terrorista se refugiou na área. Seu nome-código é Liquid Snake e, aparentemente, é irmão gêmeo de seu semelhante Solid.

Com uma equipe formada por Psycho Mantis, Vulcan Raven, Sniper Wolf e – pasmem – Revolver Ocelot, Liquid forma uma nova divisão da FOXHOUND e planeja atacar o governo americano finalizando a construção do Metal Gear modelo Rex e de uma base que promete ser a nova Outer Heaven, o sonho militar de Big Boss. A insurreição será na ilha de Shadow Moses.

Para que Liquid não solte as orgivas nucleares de Rex, o terrorista faz a seguinte negociação: US$ 1 bilhão e os restos mortais de Big Boss, para criar mais Genome Soldiers além dos que ele recrutou para sua base. Snake é mandado justamente para eliminar Liquid Snake sem que haja uma negociação. Um confronto entre irmãos.

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (e Substance)
Playstation 2, Xbox, PC Windows
Ano de lançamento – 2001

Esse jogo se divide em duas histórias:

2007 – Solid Snake está sozinho e sem nenhum apoio do governo dos EUA. Ele fundou, junto com Hal Emmerich (Otacon), cientista criador da Metal Gear Rex, um grupo anti-belicista chamado Philanthropy. Infiltrado em um navio cargueiro embaixo da ponte George Washington, em Nova Iorque, Snake descobre um novo modelo da marinha americana, o Metal Gear Ray.

No mesmo navio, russos ex-soviéticos liderados por Sergei Gurlukovich e Revolver Ocelot pretendem roubar o modelo. Naquele mesmo ano, descobre-se que George Sears, o presidente dos EUA, é na verdade Solidus Snake, um mercenário criado pelo projeto Genome Soldiers.

2009 – Um novato chamado Raiden é enviado para um complexo chamado Big Shell, no mesmo local onde um cargueiro naufragou. Nessa ilha, o agente da FOXHOUND terá que enfrentar um grupo terrorista chamado Sons of Liberty, liderado por ninguém mais ou menos que Solid Snake.

Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots
Playstation 3
Ano de lançamento – 2008

O ano é 2014 e esta é, definitivamente, a última missão de Solid Snake. Envelhecido por um problema genético e afetado pelo vírus FOXDIE, implantado durante a operação Shadow Moses por Naomi Hunter contra Liquid, em 2005, ele só tem alguns meses de vida. Recrutado por Roy Campbell, ele deve destruir uma entidade que se entitula Liquid Ocelot, o próprio Ocelot com a personalidade de Liquid Snake em seu corpo.

Na missão, descobre-se que seu parceiro Raiden recebeu implantes ciborgues, semelhantes aos de Gray Fox em Shadow Moses, e está em busca dos restos mortais de Big Boss. Ocelot, dono de tropas mercenárias privadas (PMCs) e de pequenos Metal Gears chamados de Gekkos, pretende barrá-lo nesse resgate. Snake tem a ajuda de Otacon e de Sunny, filha de Olga Gurlukovich.

O jogo fecha todas as pontas soltas acerca da vida de Solid Snake, mas deixa outras continuações em aberto.

Encerrando

Todas as storylines citadas tiveram o intuito apenas de situar o leitor nessa história confusa, porém fascinante, que contorna Metal Gear. Tivemos o cuidado de manter ocultos os spoilers de cada jogo. Portanto, se algum deles te interessou, não pense duas vezes antes de jogar.

Abaixo, você pode ver um tributo à série Solid de Metal Gear, feito por um fã com a música Way to Fall, da banda Starsailor, que fez trilha sonora de MGS3.