Trilhas Sonoras – Tema da primeira fase de Ghouls ‘n’ Ghosts (Arcade)

Considerado um dos jogos mais difíceis da história, Ghouls ‘n’ Ghosts fez bastante sucesso nos arcades e nos consoles domésticos. Graças a Tamayo Kawamoto, sua trilha sonora também marcou os jogadores que passaram horas comandando Arthur contra o exército de monstros. E agora relembramos o tema da primeira fase deste sucesso da Capcom, que você pode baixar clicando aqui.

Primeira fase de Ghouls ‘n’ Ghosts by jvccarioca

Quer relembrar as músicas dos seus jogos favoritos? Quer sentir de novo o gostinho dos clássicos? Dê sugestões de trilhas sonoras ao Baú do Videogame e ouça as trilhas aqui!

Anúncios

Galaga (Arcade)

Galaga dispensa comentários. É tão simples quanto um jogo pode ser e ainda assim é extremamente viciante. Sucesso no arcades, é o típico “jogo de navinha” que desafia o jogador a ir cada vez mais longe. Simples – e clichê – também é a história: os alienígenas estão invadindo a terra e o único modo de detê-los é com seu canhão laser.

De fato, não há mais o que fazer além de eliminar todos os inimigos da tela estática, o mesmo objetivo do pioneiro dos shooters – Space Invaders, de 1978, para Atari. Galaga, porém, apresentou algumas evoluções. Os gráficos e os efeitos sonoros ficaram obviamente melhores, mas a principal mudança estava nos inimigos. Em vez de iniciarem o jogo já em suas posições, as naves adversárias entravam fazendo manobras e assumiam a formação. A partir de então, saiam de sua formação original e voavam em direção à nave do jogador, enquanto em Space Invaders o exército de aliens se movia de um lado para o outro e gradativamente se aproximavam do fundo da tela enquanto atiravam.

A dificuldade também aumentou, já que os tiros não viajavam sempre em uma linha reta, não havia barreiras e as próprias naves inimigas poderiam tirar uma vida se batessem contra a do jogador. Havia inimigos que até sugavam a nave do jogador e davam a oportunidade de recuperá-la posteriormente, aumentando o poder de fogo.

Galaga faz parte do grupo de clássicos que inspirou os shooters modernos, nos quais há progressão da tela e as naves ou aviões podem se movimentar livremente e quase não há espaço para se mover devido à quantidade absurda de inimigos e projéteis. Já no Atari, um ano depois com River Raid, o esquema de progressão de tela passou a ser usado, embora os estilos dos jogos fossem ligeiramente diferentes. De qualquer modo, não foi Galaga que inaugurou o gênero, foi o título da Namco que introduziu alguns dos principais aspectos desse tipo de jogo. E nada melhor do que jogar os clássicos para relembrá-los.

O primeiro Galaga foi o único que fez sucesso. O game original foi lançado para consoles como o  Atari e o NES e sobreviveu em coleções em edições para o Gameboy Color, outras plataformas menos conhecidas e atualmente pode pode ser baixado na Xbox Live. A Namco ainda lançou sequências do título que na realidade nunca emplacaram. Felizmente, o Baú do Videogame traz uma versão online para relembrar o clássico. Clique aqui para jogar!

Ficha técnica – Galaga
Plataforma: Arcade
Produtora: Namco
Gênero: Ação/shooter
Ano: 1981

Os primeiros hadoukens – Street Fighter (Arcade)

Qualquer pessoa que tenha tido um mínimo contato com videogames sabe o que é Street Fighter. O jogo que revolucionou o gênero de luta e instituiu os principais parâmetros de como um bom título deve ser feito é um dos mais clássicos e famosos jogos eletrônicos já criados. A franquia, que rendeu bilhões à Capcom, entretanto, ficou famosa a partir de Street Fighter II: The World Warrior. O leitor conhecerá agora verdadeiro primeiro Street Fighter, quando ‘hadoukens’ e ‘shoryukens’ eram chamados de ‘fireball’ e ‘dragon punch’.

São poucas as pessoas que puderam jogar o Street Fighter original, lançado somente para arcade e outros consoles menos expressivos. Na confusa linha cronológica da franquia, a edição corresponde ao primeiro torneio, antes mesmo da série Alpha/Zero, mas já deu as primeiras diretrizes que os jogos posteriores mantiveram como marca registrada.

Os únicos personagens jogáveis eram Ryu e Ken, a eterna dupla da série, sendo o japonês correspondente ao primeiro controle e o americano correspondente ao segundo. O jogador deveria entrentar dois adversários em cada um dos quatro países disponíveis para enfrentar os campeões do torneio e entre alguns destes estavam lutadores que permaneceram nos Street Fighter posteriores. No Reino Unido, os adversários eram Eagle e Birdie (dá série Alpha); no Japão, eram Geki e Retsu; nos EUA, eram Joe e Mike (cujos rumores dizem ser os dois brigões da abertura de Street Fighter II: The World Warrior para arcade); e na China eram Lee e Gen (também da série Alpha). Os campeões, ambos da Tailândia e considerados os chefes do jogo, eram Adon (da série Alpha) e o famigerado Sagat.

As três famosas técnicas – ‘hadouken’, ‘shoryouken’ e ‘tatsumaki senpukyaku’, ou “giratória” – já estavam presentes no jogo. Mas relatos sobre os controles de Street Fighter geralmente não são positivos. Os poucos que tiveram a oportunidade de jogar dizem que era quase impossível soltar um ‘hadouken’ mesmo que o comando fosse executado perfeitamente. Outro ponto que chamava a atenção era a potência desses movimentos dificílimos de serem aplicados, que tiravam um quarto ou até mesmo metade da barra de energia do adversário.

Outro aspecto que começou no primeiro Street Fighter e manteve-se nos demais jogos foram as frases de vitória e derrota. A partir de Street Fighter II, cada personagem passou a ter sua própria provocação quando vencia o adversário, mas no primeiro jogo havia apenas uma frase para a vitória e outra para a derrota. Em inglês, elas são, respectivamente: “What Strength!!  But don’t forget there are many guys like you all over the world” e  “You’ve got a lot to learn  before you beat me.  Try again, kiddo!!”, ambas ditas em uma voz digitalizada difícil de compreender.

Os tradicionais bônus também tiveram início na primeira edição da franquia. No primeiro deles, o lutador devia querbrar o maior número de tijolos ao pressionar o botão de soco quando o medidor estivesse completo (bastante semelhante ao bônus posteriormente utilizado em Art of Fighting). No segundo, era preciso quebrar as placas que alguns caratecas seguravam em um dojo.

Graças aos emuladores, Street Fighter pôde ser eternizado e não caiu no esquecimento, mesmo porque todos os outros ótimos títulos (com exceção de séries como a EX) levam a fama  da franquia. O Playstation 2 e o Xbox contam com uma conversão do jogo em sua coletânea Capcom Classics Collection Vol. 2. Para quem não é dono de nenhum destes consoles, o único jeito de conferir essa relíquia é por meio de um emulador de Mame e de uma rom encontrada neste link, umas das poucas disponíveis na internet. Vale mais pelo valor histórico, mas quem é fã de jogos de luta definitivamente chegará às raízes do gênero com esse jogo.

Ficha técnica – Street Fighter
Plataforma: Arcade
Produtora: Capcom
Gênero: Luta
Ano: 1987

Arcade

Antes de chegar aos consoles domésticos, os videogames se popularizaram nos arcades. As máquinas ainda são encontradas em várias casas de fliperama e shoppings e representaram um capítulo importantíssimo na história dos videogames, principalmente para quem não tinha condições financeiras de manter uma plataforma em casa. Aqui relembraremos os jogos exclusivos para as máquinas de arcade ou os que tiveram suas melhores versões nas plataformas ativadas por fichas ou moedas.