Trilhas Sonoras – Tema de abertura de The Secret of Monkey Island

Exclusivos dos computadores, os jogos de aventura no estilo point’n’click ganharam títulos memoráveis, e um deles é The Secret of Monkey Island. A história cheia de mistérios envolvendo piratas criada pela Lucasfilm Games, o braço de jogos eletrônicos de George Lucas, contra com músicas que dão o clima perfeito para a aventura, como o tema de abertura que ouvimos agora. Toda a trilha sonora do jogo é resultado do trabalho de um time formado por Michael Land, Barney Jones, Andy Newell e Patrick Mundy. Baixe a música clicando aqui.

Abertura de The Secret of Monkey Island by jvccarioca

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Trilhas Sonoras – Tema do 1º Episódio de Doom

O rock pesado composto por Robert Prince embala a ação frenética de Doom, um dos maiores clássicos dos FPS para PC. Este é o tema do primeiro episódio do jogo, no qual começa a carnificina contra a horda de monstros. Faça o download da trilha clicando aqui.

Episódio 1 – Doom by jvccarioca

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Jogando com a História em ‘tempo real’ – Age of Empires (PC)

Age of Empires não foi primeiro jogo de estratégia em tempo real, mas foi um divisor de águas para o gênero. O nível de complexidade para a evolução do jogo introduzido pela Ensemble Studios no título estabeleceu parâmetros. Se algumas franquias de estratégia são altamente aclamadas, muito disso se deve a este game para PCs lançado em 1997.

Em resumo, o objetivo do jogador em Age of Empires é fazer sua civilização vencer as outras, seja por meios econômicos ou militares, dependendo do modo de jogo. À disposição, três civilizações asiáticas, babilônicas, egípcias e gregas, cada qual com suas particularidades. Uma vez iniciada a partida, o jogador age como o comandante de seu povo, comandando unidades e administrando seus bens para prosperar e conquistar o objetivo.

Na mecânica, Age of Empires apenas aproveitou o que os jogos de estratégia haviam oferecido – a visão  aérea isométrica, necessária para saber o que está acontecendo com suas unidades, e a operação de comandos pelos cliques do mouse ou por atalhos no teclado, dois fatores presentes já em clássicos como SimCity, lançado quase dez anos antes. A inovação estava no modo como o jogo se desenvolve. O jogador precisa operar uma série de unidades, administrar diversos pontos de sua civilização para fazê-la evoluir, enriquecer, atacar e se defender e se fortalecer.

O desafio era tomar conta da exploração de recursos, administrá-los e criar unidades de ataque de forma equilibrada. Toda unidade  e construção criadas custam recursos – comida, pedra, ouro e madeira -, bem como as pesquisas e tecnologias, que são melhorias para a civilização. Se há escassez de recursos, é impossível criar mais soldados ou aldeões, e então não seria possível conquistar territórios ou angariar mais matéria prima. Tudo isso ainda defendendo sua própria cidade dos bárbaros inimigos, ou seja, Age of Empires demanda diversos focos de atenção simultâneos do jogador – por isso é classificado como um jogo de estratégia “em tempo real”. Para vencer, o equilíbrio era fundamental entre a economia e o militarismo, e assim o título misturava as prioridades administrativas de SimCity com a estratégia de guerra de Command and Conquer.

A parte histórica também é um dos trunfos de Age of Empires. O modo campanha remonta a trajetória de algumas civilizações da antiguidade, e mesmo não tendo todas as referências históricas corretas, dá conta do recado no que diz respeito a explicar os eventos pelos quais os povos passaram. A relação do título com a História também se dava na evolução das civlizações, que passavam da Idade da Pedra para a Idade da Ferramenta, seguiam para a Idade do Bronze e concluíam seu desenvolvimento na Idade do Ferro.

Introdução de Age of Empires

Age of Empires deu início a uma série que ganhou mais dois títulos para PC. A segunda edição, de 2001, se passava na Idade Média e só acrescentou ao primeiro jogo. A terceira edição foi lançada em 2005 após muita espera e continuou com as melhorias do jogo, remontando dessa vez a era do imperialismo. Todos os três Age of Empires receberam pacotes de expansão algum tempo depois do lançamento oficial. A franquia ainda inspirou Age of Mythology, também da Ensemble Studios, que misturava História e Mitologia, e ganhou um  Age of Empires II para Playstation 2 e outra versão para Nintendo DS.

Ficha Técnica: Age of Empires
Plataforma: PC
Produtora: Ensemble Studios
Publicadora: Microsoft Games Studios
Gênero: Estratégia
Ano: 1997

Worms (PC)

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Se houvesse uma lista dos jogos mais insanos da história, Worms provavelmente estaria nas primeiras posições. A pessoa que imaginou minhocas guerreando com bazucas, granadas e ovelhas explosivas provavelmente é das mais sãs. Felizmente, a idéia da Team 17 rendeu um dos jogos mais divertidos e inovadores de todos os tempos, um clássico cultuado até hoje e em constante processo de renovação, um game que não será deixado de lado por muito tempo.

Worms – ‘minhocas’, no português – consiste em dois exércitos de vermes que dispõem de um arsenal de fazer inveja ao Rambo com o objetivo matar uns aos outros por pura e simples diversão. Violência desenfreada, gratuita e cartunesca entre minhocas. O que mais os jogadores poderiam pedir?

O jogo é definido pelo gênero ‘estratégia’, já que o jogador tem que planejar o ataque, escolher a arma, mirar cuidadosamente, atirar e correr para o mais longe possível. Após tudo isso, resta torcer para que a pontaria do inimigo não seja das melhores, pois o jogo funciona no sistema de turnos, ao estilo RPG. Enquanto um ataca, o outro aguarda – e reza – por sua vez. Essa mecânica apareceu pela primeira vez em Gorilla Bass, um game bem primitivo para PC, no qual dois macacos atiravam bananas um no outro apenas calculando a força e o ângulo do arremesso. Mas em Worms, as minhocas caminham, pulam e fazem de tudo para literalmente explodir o adversário.


O vídeo é da versão para Super NES, mas é muito próxima das versões para PC e Mega Drive

O arsenal é um atrativo a parte. Com 15 armas e 7 equipamentos, não há quem resista a uma guerra de minhocas. Mísseis teleguiados, ataques aéreos, dinamites e até uma ovelha são os responáveis pelo grande número de óbitos do jogo. Mas se defender também é preciso e, como uma boa minhoca, é possível ir para debaixo da terra com furadeiras, cordas ninja e teletransporte. Isso sem falar na técnica kamikaze, que sacrifica um de seus soldados, mas dá a satisfação de, muito provavelmente, levar um inimigo junto.

worms_screen002Conforme o terreno é atingido pelas explosões, vai sendo desgastado. Isso altera drasticamente a estratégia do jogo e, se usado com inteligência, pode ser mortal. Tudo, aliás, faz parte do planejamento: o tipo de arma a ser usado, qual minhoca adversária será atingida, a velocidade do vento, onde o adversário pode ir para após ser atingida. O grande atrativo de Worms não é a ação, e sim o fato de estimular a inteligência do jogador, que deve pensar em todos os aspectos do jogo antes de qualquer movimento.

A primeira edição de Worms foi lançada inicialmente para o Amiga, um console doméstico pouco conhecido, mas ganhou versões para PC, Mega Drive, Super NES e outras plataformas. Posteriormente, a série ganhou vários outros títulos – Worms World Party, Worms Armageddon, Worms Blast e vários outros – todos com melhorias nos modos de jogo, no arsenal, na mecânica, nos gráficos, enfim, em todos os aspectos. As versões posteriores dão suporte para mais de dois jogadores e até partidas online, o que torna tudo mais divertido. As minhoquinhas merecem lugar de destaque nos games por adaptar a temática da guerra a um jogo carismático, divertidíssimo e absolutamente non-sense.

O pai do tiro – Wolfenstein 3D (PC)

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Os jogos de tiro em primeira pessoa (first person shooters, ou FPS), são o carro-chefe da popularização dos consoles da nova geração. Títulos como Medal of Honor, Call of Duty e posteriormente Counter Strike (no PC) e Halo fizeram do gênero um dos mais procurados e sinônimo de superproduções caríssimas e detalhadíssimas que se tornaram sucesso em pouco tempo. A grande oferta de FPS demandou das produtoras inovar e melhorar cada vez mais os jogos, o que fez com que as novas criações sempre surpreendessem com qualidade e novidades.

Recentemente alguns consoles receberam Wolfenstein, um FPS que promete ser outro campeão de vendas. E o que ele tem de diferente dos outros grandes títulos no mercado? O nome. O Wolfenstein recente vem simplesmente de Wolfenstein 3D, o pai de todos os jogos de tiro em primeira pessoa.

A desconhecida id Software não fazia ideia da revolução que causaria  com o lançamento de Wolfenstein 3D, também conhecido simplesmente como Wolf, em 1992. O título foi inicialmente lançado apenas para PC, mas posteriormente ganhou versões para mais consoles, embora bem inferiores, e algumas reedições que não se popularizaram como o primeiro. Vale lembrar: o jogo vinha em um único disquete para PC.

Não é exagero afirmar que a mecânica dos FPS foi lançada por Wolfenstein 3D. A visão na perspectiva do personagem, os marcadores de status, vida, munição, pontos e toda a informação do jogador na parte inferior da tela, os controles, tudo o que atualmente define o gênero teve o jogo como precursor.

Wolfenstein 3D tinha uma jogabilidade extremamente simples. O personagem se movimentava livremente e girava em torno do seu próprio eixo, mas não podia mirar para cima ou para baixo, ou seja, todo o jogo se dava no mesmo patamar. Também não havia grande precisão na pontaria – para atingir o inimigo, bastava que ele estivesse no meio da tela quando o tiro fosse disparado. Além disso, além dos botões de movimentação, só havia o de tiro e o de abrir portas. Todos esses elementos se traduziram em um jogo bastante simples, mas que pela primeira vez trazia a experiência do jogador na pele do personagem.

wolf1O fato de ter “3D” no nome era a grande novidade. Os personagens e objetos não tinham verdadeiramente três dimensões, eram modelados e vistos de frente, mas os labirintos sim faziam juz ao nome e permitiam a livre movimentação. Wolfenstein 3D marcou os jogos eletrônicos por ter sido o primeiro a fazer com que o jogador pudesse usar todo o espaço de profundidade de um jogo e, assim, deu início ao principal elemento dos jogos de tiro atuais. Antes, jogos de tiro eram apenas em 2D – parecidos com beat’em ups – ou jogos de pontaria – como Duck Hunt e Wanted, para NES e Master System respectivamente.

A temática de Wolfenstein 3D era a Segunda Guerra Mundial, e fazia referências ao evento histórico com bandeiras da Alemanha nazista, da suástica e até com a aparição de Adolf Hitler como um dos chefes. Apesar de toda a história por trás da fuga do castelo, a diversão era a matança e a buscas por novas armas, que se resumiam em uma faca, uma pistola e duas metralhadoras, nas salas secretas. Não havia muito o que fazer a não ser explorar todo o mapa e seguir para a próxima fase, mas em 1992, fazer isso em três dimensões era o máximo.

Wolfenstein 3D é aclamado como um clássico e ainda hoje figura em listas dos jogos mais inovadores e importantes para computador. O pai dos jogos de tiro em primeira pessoa definiu o gênero quando a jogabilidade 3D ainda era uma realidade distante nos consoles domésticos e é o responsável pela influência nos títulos realistas de FPS da atualidade.

PC

Foi nos computadores domésticos que os primeiros jogos eletrônicos surgiram, e são neles que a maioria das grandes superproduções têm suas versões mais elaboradas. Dos jogos executados por DOS até os games do Windows, relembraremos os grandes clássicos jogados no teclado e no mouse nesta seção.