Michael Jackson’s Moonwalker (Mega Drive)

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Qualquer produto associado a uma celebridade é quase sempre um sucesso. Os recentes Rock Bands e Guitar Heroes têm provado que o nome de bandas no título do jogo garantem um grande número de vendas com games estrelando os Beatles, Aerosmith, ACDC. Todos nomes de peso, que venderam milhões de cópias tanto nos jogos eletrônicos quanto na música. E apesar de longe da realidade dos simuladores de música, o maior nome da música pop mundial, Michael Jackson, responsável pelo disco que mais vendeu cópias na história, também fez sucesso nos videogames.

Michael Jackson’s Moonwalker, de 1990, é inspirado no filme de mesmo nome, rodado em 1988, um jogo de aventura/plataforma com o cantor como personagem. A primeira versão do game foi lançada para Master System um ano antes, mas foi no Mega Drive que ganhou mais consistência e passou a reproduzir com mais fidelidade as performances de Michael Jackson. A obra cinematográfica reunia partes dos clipes do astro e funcionou como um artifício de divulgação de seu trabalho, uma tentativa de prosseguir com o sucesso alcançado com o álbum Thriller em 1987. O jogo, apesar de encarado apenas como uma transposição do cinema para os jogos eletrônicos, teve o mesmo objetivo, já que em 1990, a popularidade do astro começava a cair.

O jogo estava longe de ser uma obra-prima. Era repetitivo, não trazia nada de novo e era relativamente fácil, sem oferecer nenhum grande desafio. Consistia em salvar crianças escondidas, derrotar os inimigos e no final enfrentar uma série especial de adversários para passar de fase. Mas a parte legal era exatamente o que Michael fazia para tirar os inimigos da jogada. Ele dançava.

montagem moonOs produtores da Sega conseguiram dar vida ao astro no Mega Drive. Todos os movimentos característicos que Michael fazia em suas performances, a roupa que usou no filme e até seus gritos foram transportados com perfeição para a tela. Até coreografias inteiras eram executadas quando o ataque especial era ativado, e os passos são reproduzidos em sequência perfeitamente – inclusive o moonwalk.

A dança, claro, era acompanhado pelos hits do astro. Michael Jackson’s Moonwalker já começa com o sucesso Smooth Criminal na primeira sequência de fases, e a música da segunda série é a não menos conhecida Beat It. Another Part of Me, Bad, Billy Jean e Thriller são outras canções que fizeram do jogo do astro pop uma das melhores adaptações do cinema para os videogames. Mesmo em formato digitalizado, as músicas de Michael Jackson eram perfeitamente reconhecíveis e empolgavam junto de sua coreografia característica.

Michael Jackson’s Moonwalker também ganhou uma versão bastante aplaudida para arcade, mais complexa, com movimentação 3D, perspectiva aérea isométrica e outras melhorias. No PC, a versão era bem parecida com a dos consoles domésticos, mas ainda assim era inferior e guardava algumas diferenças. Outras plataformas receberam o título e, mesmo com tantas diferenças, o que interessava no jogo mesmo era ver Michael Jackson fazer os inimigos danças ao som de seus hits. Tudo quase tão igual ao ídolo, quase tão perfeito, que, assim como no clipe, até os zumbis dançam Thriller na fase do cemitério.

Ficha técnica – Michael Jackson’s Moonwalker
Plataforma: Mega Drive
Produtora: Sega
Gênero: Aventura/Plataforma
Ano: 1990

Kirby’s Adventure (NES)

Kirby's Adventure Boxshot

No ocidente, Kirby divide espaço com figurões como Donkey Kong, Mario e Link por ser um submascote da Nintendo, mas é no Japão que a bolota rosa faz sucesso, até por sua aparência de anime. Dados geográficos à parte, o personagem – que alguns dizem ser macho e outros fêmea – estreou no Gameboy em 1992 com Kirby’s Dream Land, mas foi com Kirby’s Adventure, para NES, de 1993, que se consolidou como uma marca da produtora japonesa por meio de um jogo comum, igual a todos os outros, mas ao mesmo tempo diferente e inovador.

Como um título tradicional de plataforma e aventura, Kirby’s Adventure segue os mesmos padrões de qualquer outro jogo do gênero – fases curtas no modo side-scrolling, inimigos pelo caminho até chegar à última etapa de determinada série, onde se enfrenta o chefe. Até então, tudo normal, mas as diferenças começam na forma de enfrentar os inimigos. Enquanto nos games referência do gênero – Mario e Sonic, por exemplo – os adversários são eliminados quando o personagem pula em cima deles, Kirby os derrota usando sua principal habilidade, a de sugá-los.

Não apenas os engole, Kirby também copia seus poderes, o que faz de Kirby’s Adventure um jogo mutante, no qual o jogador “escolhe” a habilidade especial do personagem. Pode ser uma rajada de fogo, um raio laser, uma espada, se tranformar em um tornado ou em uma pedra, tudo dependendo do inimigo absorvido. Logo, com 24 habilidades diferentes, pode ser um jogo de tiro, ou um jogo de ação, de acordo com a preferência de quem estiver jogando.Kirby's Adventure Screenshot

Um personagem que pode adquirir várias habilidades soa muito bem, e a Sega, então maior rival da Nintendo, fez questão de criar o seu “mutante”. Kid Chameleon, um dos melhores título para o Mega Drive, também tinha seu principal atrativo na mudança de poderes, mas em vez de algo parecido com um marshmallow rosa, foi adotado um garoto. Kirby e Kid Chameleon guardam muitas semelhanças, e ambos podem ser baixados pelo Virtual Console do Wii.

Por ter sido criado no fim da geração do NES, o título tem uma qualidade gráfica e sonora muito acima da média para o console. O que mais chama a atenção, entretanto, é a quantidade de movimentos avançados que deixam o jogo mais completo e versátil. Além das movimentações básicas, há comandos de execução de técnicas especiais pouco comuns nos games da geração. Os controles, aliás, são uns dos mais sólidos do primeiro console da Nintendo.

Após os jogos de aventura, Kirby ganhou alguns títulos de puzzle como Kirby’s Avalanche e passou a figurar nos Super Smash Bros. – game de luta que reúne os personagens “nintendistas” – como personagem selecionável. Em Kirby 64: The Crystal Shards, a bolota rosa podia misturar os poderes, algo até então inédito em sua série. Atualmente há jogo para o Nintendo DS e um em projeto para Wii, mas nem mesmo os japoneses têm data marcada para seu lançamento.

Ficha técnica – Kirby’s Adventure
Plataforma: NES
Gênero: aventura/plataforma
Produtora: Hal Laboratories/Nintendo
Ano: 1992