Trilhas Sonoras – Tema do 1º Episódio de Doom

O rock pesado composto por Robert Prince embala a ação frenética de Doom, um dos maiores clássicos dos FPS para PC. Este é o tema do primeiro episódio do jogo, no qual começa a carnificina contra a horda de monstros. Faça o download da trilha clicando aqui.

Episódio 1 – Doom by jvccarioca

Quer relembrar alguma trilha do seu clássico favorito? Deixe sua sugestão para o Baú do Videogame nos comentários!

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Perfect Dark (Nintendo 64)

007 Goldeneye foi o grande título de tiro em primeira pessoa no Nintendo 64. A versão eletrônica de James Bond reinventou o gênero e trouxe um dos modos multiplayer mais celebrados até então. O sucesso foi tão grande que a Rare decidiu fazer uma sequência, e nem estamos falando de 007 – The World Is Not Enough. O assunto aqui é Perfect Dark.

Perfect Dark não é a sequência oficial de 007 Goldeneye, mas é o sucessor que carregou a aprimorou o DNA do agente secreto britânico. Foi lançado em 2000, três anos depois do primeiro jogo de tiro da Rare para o console e fez bastante sucesso, principalmente por conta da qualidade técnica – ganhou notas altíssimas nas publicações especializadas.

Desde que as primeiras notícias sobre o desenvolvimento de Perfect Dark começaram a surgir, o jogo foi logo vinculado à linha sucessória de 007 Goldeneye. Quando ele chegou ao mercado, a teoria foi comprovada – as semelhanças mecânicas e gráficas são incríveis, até porque ambos foram produzidos com a mesma engine. A sensação de jogar um é a mesma de jogar o outro, e não fosse pelas armas, personagens e mapas diferentes, seriam a mesma coisa.

Em vez de estar na pele de James Bond, o jogador assume o papel de Joanna Dark, uma agente secreta envolvida em missões para um laboratório de tecnologia que acaba descobrindo uma conspiração alien por trás de tudo. Os controles  e a mecânica são estritamente os mesmos, mas foi incluído o comando de pulo. A maioria das armas foram renovadas, outras tiveram apenas o nome trocado, mas quase todas ganharam uma segunda função. Apenas os gráficos, bastante avançados para a época de 007 Goldeneye, não tiveram muitas melhoras, mas nada que prejudique a qualidade técnica do jogo.

O que impressionou em Perfect Dark foi o altíssimo nível da inteligência artificial. No modo principal, isso não fica tão evidente, embora alguns inimigos se esquivem, deitem e se escondem, mesmo que sem dificultar muito as coisas para o jogador. Mas nas missões solo, era possível escolher o nível dos simulants, os chamados ‘bots’, e alguns deles se mostravam verdadeiras máquinas de matar. No modo multiplayer, Perfect Dark reuniu os melhores aspectos de 007 Goldeneye e aprimorou. Mais modalidades, mais opções, e até um modo cooperativo nas missões.

A saga de Joanna Dark foi talvez o melhor first person shooter do Nintendo 64, mas não fez o mesmo sucesso de 007 Goldeneye. Um dos motivos que explica isso é a data de lançamento, bastante próxima do fim da vida útil do console. Apesar disso, Perfect Dark foi o grande lançamento de 2000 para a plataforma e frequentemente é lembrado entre seus melhores títulos. O Xbox 360 ganhou uma nova versão do jogo em 2005, Perfect Dark Zero, mas o original é o mais novo lançamento no console – chegou à Live na segunda semana de março e está disponível para download.

Ficha técnica – Perfect Dark
Plataforma: Nintendo 64
Desenvolvimento: Rare
Gênero: Tiro/FPS
Ano: 2000

O pai do tiro – Wolfenstein 3D (PC)

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Os jogos de tiro em primeira pessoa (first person shooters, ou FPS), são o carro-chefe da popularização dos consoles da nova geração. Títulos como Medal of Honor, Call of Duty e posteriormente Counter Strike (no PC) e Halo fizeram do gênero um dos mais procurados e sinônimo de superproduções caríssimas e detalhadíssimas que se tornaram sucesso em pouco tempo. A grande oferta de FPS demandou das produtoras inovar e melhorar cada vez mais os jogos, o que fez com que as novas criações sempre surpreendessem com qualidade e novidades.

Recentemente alguns consoles receberam Wolfenstein, um FPS que promete ser outro campeão de vendas. E o que ele tem de diferente dos outros grandes títulos no mercado? O nome. O Wolfenstein recente vem simplesmente de Wolfenstein 3D, o pai de todos os jogos de tiro em primeira pessoa.

A desconhecida id Software não fazia ideia da revolução que causaria  com o lançamento de Wolfenstein 3D, também conhecido simplesmente como Wolf, em 1992. O título foi inicialmente lançado apenas para PC, mas posteriormente ganhou versões para mais consoles, embora bem inferiores, e algumas reedições que não se popularizaram como o primeiro. Vale lembrar: o jogo vinha em um único disquete para PC.

Não é exagero afirmar que a mecânica dos FPS foi lançada por Wolfenstein 3D. A visão na perspectiva do personagem, os marcadores de status, vida, munição, pontos e toda a informação do jogador na parte inferior da tela, os controles, tudo o que atualmente define o gênero teve o jogo como precursor.

Wolfenstein 3D tinha uma jogabilidade extremamente simples. O personagem se movimentava livremente e girava em torno do seu próprio eixo, mas não podia mirar para cima ou para baixo, ou seja, todo o jogo se dava no mesmo patamar. Também não havia grande precisão na pontaria – para atingir o inimigo, bastava que ele estivesse no meio da tela quando o tiro fosse disparado. Além disso, além dos botões de movimentação, só havia o de tiro e o de abrir portas. Todos esses elementos se traduziram em um jogo bastante simples, mas que pela primeira vez trazia a experiência do jogador na pele do personagem.

wolf1O fato de ter “3D” no nome era a grande novidade. Os personagens e objetos não tinham verdadeiramente três dimensões, eram modelados e vistos de frente, mas os labirintos sim faziam juz ao nome e permitiam a livre movimentação. Wolfenstein 3D marcou os jogos eletrônicos por ter sido o primeiro a fazer com que o jogador pudesse usar todo o espaço de profundidade de um jogo e, assim, deu início ao principal elemento dos jogos de tiro atuais. Antes, jogos de tiro eram apenas em 2D – parecidos com beat’em ups – ou jogos de pontaria – como Duck Hunt e Wanted, para NES e Master System respectivamente.

A temática de Wolfenstein 3D era a Segunda Guerra Mundial, e fazia referências ao evento histórico com bandeiras da Alemanha nazista, da suástica e até com a aparição de Adolf Hitler como um dos chefes. Apesar de toda a história por trás da fuga do castelo, a diversão era a matança e a buscas por novas armas, que se resumiam em uma faca, uma pistola e duas metralhadoras, nas salas secretas. Não havia muito o que fazer a não ser explorar todo o mapa e seguir para a próxima fase, mas em 1992, fazer isso em três dimensões era o máximo.

Wolfenstein 3D é aclamado como um clássico e ainda hoje figura em listas dos jogos mais inovadores e importantes para computador. O pai dos jogos de tiro em primeira pessoa definiu o gênero quando a jogabilidade 3D ainda era uma realidade distante nos consoles domésticos e é o responsável pela influência nos títulos realistas de FPS da atualidade.