Trilhas Sonoras: Abertura de Super Mario Kart

Super Mario Kart é um dos poucos jogos do mascote da Nintendo cuja trilha sonora não foi produzida por Koji Kondo. O jogo que iniciou a série de corridas de Mario e sua turma teve as músicas compostas por Soyo Oka e Taro Bando, mas segue a linha e o ritmo dos títulos plataforma que consagraram o encanador. Ouça agora o tema de abertura de Super Mario Kart e faça o download clicando aqui.

Super mario kart opening by jvccarioca

Relembre as trilhas sonoras que marcaram época! Dê sugestões para o Baú do Videogame.

Trilhas Sonoras: Mute City – F-Zero (Super NES)

F-Zero marcou o Super NES pela velocidade alucinante, mas também pelas grandes músicas que acompanhavam as corridas futuristas. Cada pista tinha sua trilha própria, e agora relembramos o tema de Mute City, o primeiro e mais conhecido circuito. Os responsáveis por essa grande trilha sonora foram Naoto Ishida, Yukio Kaneoka e Yumiko Kanki, que souberam amplificar a adrenalina e a velocidade com todas as músicas do jogo. Você baixa Mute City clicando aqui.

Mute City F-Zero by jvccarioca

Quer relembrar a música do seu jogo preferido? Dê sua sugestão ao Baú do Videogame!

A saga principal de Mega Man (do 1 ao 9)

Embora tenha perdido espaço entre as principais franquias da Capcom, Mega Man já teve seus tempos áureos. A época de ouro do robozinho azul foi exatamente no começo de sua carreira, com a saga principal que começou em dezembro de 1987 no NES (Mega Man até Mega Man 6), posteriormente migrou para o Super NES (Mega Man 7), ganhou mais um capítulo no Sega Saturn e no Playstation (Mega Man 8) e viu seu último episódio ser lançado recentemente como um jogo para download nas plataformas da última geração (Mega Man 9). Prestes a estrelar mais um jogo – talvez o derradeiro – de sua série principal, Mega Man ganha uma retrospectiva no Baú do Videogame que relembra toda a trajetória do robô antes de Mega Man 10 chegar aos consoles.

Mega Man e Proto Man nas versões do NES, Super NES e Playstation/Saturn

Mega Man (NES – 1987) – Mega Man debutou trazendo a marca registrada da série: dificuldade extrema. O jogo era tão absorvente, porém, que mesmo a quantidade absurda de continues não fez os jogadores deixarem o robô de lado. Nem mesmo o pesadelo dos blocos que desapareciam afastou aqueles que se tornariam fãs da saga, porque a recompensa por percorrer toda uma fase para derrotar um chefe era gratificante – absorver a habilidade do inimigo, algo até então pouco visto nos jogos. Gráficos e cores impecáveis, trilha sonora de primeira, tornou-se um clássico no momento do lançamento. Segundo a história, Dr Wily e Dr. Light brigam e o primeiro rouba os protótipos do segundo e os transforma em máquinas do mal. Os primeiros inimigos, e também alguns dos mais conhecidos, eram Cut Man, Guts Man, Bomb Man, Ice Man, Elec Man e Fire Man.

Mega Man 2 (NES – 1988) – Considerada a melhor edição da série. Fases mais bem projetadas, algumas melhorias gráficas e simplesmente uma das melhores trilhas sonoras dos videogames de todos os tempos. Mega Man 2 não só consolidou a franquia do robô azul como reafirmou a excelência do jogo. O número de níveis a serem completados antes da parte final do jogo passou para oito, ou seja, Mega Man 2 ficou mais longo e havia mais habilidades a serem absorvidas. Pela primeira vez foi possível escolher o nível de dificuldade e foi usado um sistema de passwords, e o modelo não era de uma sequência de letras e números, mas de uma tabela no estilo batalha naval que era preenchida com sinais de cores diferentes. Foram introduzidos os Energy Tanks – reservas de energia – e três ítens que funcionavam como os tiros especiais e eram adquiridos após derrotar um dos chefes, mas que se tranformavam em plataformas para auxiliar o jogador a chegar a lugar inacessíveis. Com a história já consolidada no primeiro Mega Man, esta foi a continuação direta e a justificativa para mais robôs do mal surgirem foi a vontade do Dr. Wily, que quer novamente dominar o mundo. Os inimigos eram Bubble Man, Air Man, Heat Man, Quick Man, Metal Man, Flash Man, Wood Man e Crash Man.

Mega Man 3 (NES – 1990) – No terceiro episódio da série, Mega Man tem de buscar cristais de energia guardados pelos robôs, para no final tudo se revelar um plano de Wily mais uma vez. Em relação à jogabilidade, enhuma alteração a não ser a introdução do ‘slide’, um movimento especial de deslocamento usado para acessar locais estreitos. Mega Man 3 também marcou a estreia do cachorro Rush na saga, quando o companheiro de Mega Man se tranformava em equipamentos como propulsores e submarinos. Foi também a primeira vez que Proto Man, o arquiinimigo do robô azul, entrou em cena. Os inimigos dessa edição eram Spark Man, Snake Man, Needle Man, Hard Man, Top Man, Gemini Man, Magnet Man e Shadow Man.

Mega Man 4 (NES -1991) – Foi neste capítulo que Mega Man apareceu pela primeira vez com uma se suas marcas registradas, o ‘charged shot’. Bastava segurar o botão de tiro e o pequeno projétil de plasma dos outros jogos se tranformava em uma grande  bola de energia. Mas é na trama que Mega Man 4 surpreende. Antes de mais nada, é Dr. Cossack, e não Dr. Wily, que constrói os robôs inimigos, embora tudo se revele um plano do velho nêmesis dos outros títulos. Além disso, o jogo mostra a origem de Mega Man em sua introdução, contando o porquê de Dr Light criá-lo e sua trajetória desde então. Os robôs de Dr. Cossack eram Ring Man, Dive Man, Skull Man,Pharaoh Man, Bright Man, Toad Man, Dust Man e Drill Man.

Mega Man 5 (NES -1992) – Uma das partes que menos teve inovações dentro do jogo, apenas com a introdução de novos equipamentos, mas ainda assim tão boa quanto o resto da série. Proto Man endoidou e sequestrou Dr. Light, o que faz Mega Man ir atrás de seu irmão e, mais uma vez, descobrir que Dr. Wily está por trás dos planos. Dessa vez Mega Man enfrentou Stone Man, Gravity Man, Crystal Man, Charge Man, Napalm Man, Wave Man, Gyro Man e Star Man.

Mega Man 6 (NES -1993) – A despedida de Mega Man do NES. Dessa vez, um tal de Mr. X realiza um torneio com os melhores robôs do mundo e revela posteriormente que só queria reprogramá-los para formar um exército máquinas do mal, o que demanda a interferência de Mega Man. No final da história, descobre-se que Dr. Wily, mais uma vez, era o responsável por tudo. Rush não mais funcionava como equipamentos como  plataformas e jet skis, mas se transformava em melhorias para a armadura de Mega Man. No começo de cada fase, foi introduzida uma ficha técnica para o chefe robô em questão, mostrando seus atributos e técnicas, apenas uma adição para deixar o título mais detalhado. Os adversários do último Mega Man da era 8 bits eram Blizzard Man, Wind Man, Flame Man, Plant Man, Tomahawk Man, Yamato Man, Knight Man e Centaur Man.

Mega Man 7 (Super NES -1995) – Encerrado o ciclo de Mega Man no NES, a Capcom conseguiu continuar a série com maestria com a única edição da saga no Super NES – sem contar a série Mega Man X.  Obviamente o jogo passou por uma reforma gráfica e ganhou bastante qualidade sonora, mas elementos como detalhes, cores e até alguns inimigos foram preservados. Quanto à jogabilidade, porém Mega Man 7 representou uma mudança intensa. Embora continuasse nos mesmos moldes que consagraram a série, as fases ficaram mais curtas e a intensidade do jogo foi diminuída, o que reduziu também a dificuldade extrema das outras edições.  Uma das inovações nos controles foi o uso dos botões L e R para selecionar as armas, o que facilitou em muito a vida dos jogadores. Mega Man também recebe alguns equipamentos como um jatpack e o escudo de  Proto Man. A história segue sem novidades por parte do Dr. Wily, que mais uma vez cria oito robôs. A surpresa fica por conta da primeira vez que Bass, um dos personagens mais misteriosos da série, aparece. Os inimigos, que doram divididos em dois grupos de quatro, eram Burst Man, Spring Man, Slash Man, Junk Man, Turbo Man, Shade Man, Cloud Man e Freeze Man.

Mega Man 8 (Saturn e Playstation -1996) – Bastante próxima do jogo do Super NES, a edição de comemoração dos 10 anos do robô azul do Playstation e do Saturn levou as tradições da série para uma nova geração de consoles. O esquema era o mesmo: derrotar robôs para ganhar armas especiais e no fim de tudo derrotar Dr Wily. Várias novas habilidades foram introduzidas – inclusive uma bola para lembrar Mega Man Soccer – e, obviamente, Mega Man 8 veio a ser o mais complexo jogo da saga até então. Mas apesar de bastante difícil, não chegava ao nível de dificuldade dos primeiros jogos. As capacidades técnicas dos consoles em que foi lançado permitiram sequências animadas na introdução e no final do jogo, além de provocações dos inimigos e pequenas falas dos personagens. Mesmo com o poder para fazer um título em 3D, o modelo de duas dimensões permaneceu com detalhes riquíssimos e fluidez impressionante. Os inimigos dessa vez eram Aqua Man, Astro Man, Clown Man, Frost Man, Grenade Man, Search Man, Sword Man e Tengu Man.

Mega Man 9 (Wii, PS3 e Xbox 360 – 2008) – Mais de duas décadas depois do lançamento do primeiro jogo, Mega Man volta às origens e dá as caras na nova geração em sua forma pixelada. A Capcom conseguiu reproduzir com fidelidade a atmosfera dos tempos do NES dos gráficos e sons ao estilo e os moldes do jogo. Inimigos clássicos e nivel de dificuldade altíssimo, exatamente como nos primeiros games, e ainda colocou Proto Man como um personagem selecionável e secreto. Uma inovação introduzida foram os ‘achievements’, desafios que o jogador deveria cumprir dentro do jogo, e a opção de comprar vidas, energia e ‘power-ups’ entre a escolha das fases foi retomada. Dessa vez, Dr. Wily convence robôs cujo prazo de licença está prestes a vencer a se rebelar contra as autoridades. Os inimigos são Jewel Man, Galaxy Man, Tornado Man, Concrete Man, Magma Man, Plug Man, Hornet Man e Splash Woman o único “robô feminino”.

E para deixar um pouquinho de Mega Man 10, aí vão os inimigos confirmados do jogo: Comando Man, Pump Man, Strike Man, Blade Man, Sheep Man, Solar Man, Chill Man e Nitro Man. A criatividade para criar novos robôs parece inesgotável!

Mega Man 10 chega ao Wiiware no dia 1º de março e na Live e na PSN no dia 10. Não deixe de contemplar os clássicos antes de jogar o novo título, e aproveite para acessar o arquivo fo Baú do Videogame e ver o texto sobre o desenho animado do robô azul da Capcom! E para encerrar, uma fanart de Mike Matei, desenhista famoso pelas introduções artísticas dos vídeos do Angry Videogame Nerd, todos os inimigos robôs até Mega Man 6.

Let the carnage begin! – Rock’n’Roll Racing (Super NES)

RocknRoll Racing Boxshot

Não é só a velocidade que importa nos jogos de corrida. Pelo menos não em Rock’n’Roll Racing. O que importa, além do dinheiro adquirido com o primeiro lugar, é explodir os adversários usando bombas, mísseis, minas, lasers e até o seu próprio carro em corridas interplanetárias, tudo ao som de obras primas do bom e velho rock’n’roll.

Lançado em 1993  e desenvolvido pela desconhecida Silicon & Sinapse – mesma criadora de The Lost Vikings e atualmente mais conhecida como Blizzard -, Rock’n’Roll Racing surgiu como uma alternativa simples e divertida aos títulos tradicionais de corrida unindo elementos de ação e velocidade. Enquanto a maioria dos jogos do gênero tinham – e ainda têm – a perspectiva pela traseira do carro, como Top Gear , o grande hit de corrida para o Super NES, Rock’n’Roll Racing tinha uma “câmera aérea”. Os carros e a pista não eram vistos por cima, mas de uma perspectiva diagonal, algo que é chamado de 2,5D, já que trabalha com a noção de profundidade mesmo sem explorar completamente todas as três dimensões.

Rock’n’Roll Racing faz parte daquele grupo de jogos de corrida que envolve outros aspectos além da competição e das ultrapassagens. Esse estilo, cujo grande popularizador foi Super Mario Kart, pode ser considerado uma ramificação do gênero original e tem no multiplayer o grande fator de diversão. Os vários equipamentos e armas exigiam do jogador muito mais que habilidade no volante e de certa forma requeriam estratégias além de simplesmente buscar o primeiro lugar. Os controles, entretanto, eram bastante simples e pouco tempo de jogo resultava em uma rápida adaptação do jogador.

E toda a adrenalina das corridas era regada ao som de alguns dos maiores clássicos do rock, como o próprio nome do jogo diz. A trilha sonora era composta por Paranoid, do Black Sabbath; Highway Star, do Deep Purple; Bad to the Bone, de George Thorougood; Born to be Wild, de Steppenwolf; e Peter Gunn Theme, dos Blues Brothers. Todas em versões digitalizadas, claro, mas perfeitamente reconhecíveis e dando um toque especial nas corridas.

Não bastassem os clássicos do rock como música de fundo, havia ainda um narrador alucinado mas corridas. A voz Larry “Supermouth” Huffman marcou Rock’n’Roll Racing ao gritar coisas como “Let the carnage begin!” (“Que comece a carnificina!”) e outras frases avisando que determinado corredor estaria prestes a explodir. O locutor, famoso nos EUA por suas narrações em corridas de monster trucks e motocross, foi convidado para gravar as vozes para o jogo. O apelido de “Supermouth”, cuja tradução é “Superboca”, foi dado pela habilidade de falar até 300 palavras em apenas um minuto. (Clique para baixar as frases de Larry Huffman em Rock’n’Roll Racing)

Os personagens, os planetas e os carros também são memoráveis. Seres estranhos, meio-humanos e outros completamente monstruosos compunham o elenco de rivais e personagens selecionáveis, que contavam com o viking Olaf, de The Lost Vikings, como personagem secreto. As máquinas, customizáveiz em termos de cores e melhorias, eram apenas cinco, mas iam de um simples veículo off-road a um mini-tanque e um hovecraft. E os mundos viajavam por desertos, pântanos, planetas cibernéticos, congelados e cobertos de lava.

Rock’n’Roll Racing era daqueles jogos difíceis de enjoar, ainda mais se jogado por mais de uma pessoa. As corridas rápidas e o nível de desafio na medida fizeram do título um dos maiores clássicos de corrida para o Super NES que infelizmente não ganhou continuações oficiais, embora tenha inspirado alguns games. Há um site feito por fãs brasileiros (Lucas Ferreira e Renato Seabra, conhecidos como LucasRRR e Alijenu) completamente dedicado ao jogo com quase tudo o que existe relacionado a ele que vale a pena ser conferido (clique para acessar).

Ficha técnica: Rock’n’Roll Racing
Plataforma: Super NES
Produtora: Silicon & Synapse
Gênero: Corrida
Ano: 1993

Super² – os heróis dos quadrinhos no Super Nintendo

Histórias em quadrinhos e videogames é uma combinação que, na maioria das vezes, rende coisas muito boas. Não é para menos, já que a ação e os poderes das HQs combinam e muito com o mundo fantástico dos games. E o que dizer de super heróis dentro do Super Nintendo? Super legal, pelo menos a maioria deles. O console com o ‘super’ no nome teve jogos de vários dos mais famosos personagens dos quadrinhos – do Batman ao Hulk – transportando-os das páginas dos gibis para a tela da televisão deixando o jogador à vontade com seu novíssimo cinto de utilidades.

Death and Return of Superman – O kryptoniano aparece no Super NES não só em sua versão Clark Kent. Seguindo o enredo do quadrinho de mesmo nome, Death and Return of Superman mostra a morte do herói e seu retorno. Aparecem o Cyborg (O Homem do Amanhã), o Superboy (A Maravilha de Metrópolis), o Homem de Aço (uma versão meio-robô-meio-kryptoniana) e o Erradicador (O Último Filho de Krypton), todos jogáveis e com habilidades diferentes. Não é um dos melhores jogos para o console, mas bem divertido para quem é fã do herói, já que remonta toda a história dos quadrinhos, embora com alguns cortes. Apesar de um pouco repetitivo, tinha algumas fazes no estilo ‘shooter’ e ainda permitia que o personagem voasse, algo possível somente ao Superman em um beat’em up.

Batman Returns Sem usar ao extremo seu cinto de utilidades, o homem-morcego estrela um dos melhores beat’em ups do Super NES. Inspirado no filme de mesmo nome (aquele com o Danny DeVitto como o Pinguim), é tudo o que se espera de Bruce Wayne em sua identidade secreta: muita ação. Assim como a vida do super herói, o jogo não é dos mais fáceis, mas tem controles, gráficos e trilha sonora de excelente qualidade. Ótimo trabalho da Acclaim, diferentemente de Batman Forever, da mesma companhia, feito no estilo Mortal Kombat, uma experiência sofrível no console de 16 bits.

The Incredible Hulk – O que o grandão tem de incrível nos gibis não tem nada de incrível no Super NES. A US Gold fez Hulk parecer um ‘anão’ troncudo com dois metros de altura em um jogo horrível, difícil de jogar e com uma música irritante. Onde já se viu um humano resistir a três socos furiosamente carregados com a força dos raios gama? Sem carros para jogar nos adversários, sem paredes para quebrar, apenas humanos aparentemente ultra resistentes que tentam parar o grandão em um game até confuso. Se Bruce Bane visse o que fizeram com o verdinho, provavelmente ficaria furioso e… o resto vocês já sabem.

X-men: Mutant Apocalypse – Um é pouco, dois é bom, três é demais… e cinco é perfeito! Cinco mutantes em um só jogo, cada um com suas habilidades especiais lutando contra Magneto e Apocalypse. Isso é X-men: Mutant Apocalypse, o melhor jogo dos pupilos de Charles Xavier no Super NES. Gambit, Psylocke, Cyclops, Fera e, claro, Wolverine, são os mutantes à escolha do jogador. Além de habilidades específicas, cada um começa em uma fase diferente, e todas devem ser completadas para que o jogo siga em frente. O estilo, ainda que seja parecido com um beat’em up, se encaixa melhor no gênero de ação, já que tem características de plataforma. Bastante difícil também, mas ao mesmo tempo muito divertido, principalmente por conta dos poderes especiais dos personagens e das batalhas – impossíveis – contra Magneto e Apocalypse no fim.

Captain America and The Avengers – Também estrela mais de um herói, embora apenas o Capitão America esteja no título. O soldado tem a ajuda do Homem de Ferro, de Hawkeye e de Vision, embora a equipe original dos Vingadores tivesse apenas os dois primeiros. Assemelha-se a todos os outros jogos citados até agora, mas em vez de socos e chutes, é baseado em projéteis, ou seja, mais parece um jogo de tiro que de luta, mesmo porque tem fases no estilo shooter. Os gráficos são bem simples e os controles não ruins, mas é mal projetado, apresenta bugs frequentes e o grau de dificuldade se eleva repentinamente. O barato é a aparição dos vilões da Marvel, como o Ceifador e o Fanático, e alguns aliados, como a Mulher Maravilha e o Vespa. Além disso, toda vez que se acerta um inimigo aparecem as onomatopéias tradicionais dos quadrinhos, como “POW” e “THWAK!”.

Spiderman & Venom: Separation Anxiety – Jogar com na pele de super heróis é divertido. Controlando um vilão também! Além do Homem Aranha, é possível controlar o simbionte Venom neste jogo, um dos muitos do aracnídeo para o console. Um beat’em up bem simples e divertido, com a adição dos poderes especiais do Aranha, claro. Afinal, não é todo jogo que permite prender os inimigos em uma teia e escalar prédios se balançado em cipós de fluído. É a continuação de Spiderman & Venom: Maximum Carnage, mas dessa vez é possível jogar com herói e vilão simultaneamente, o que torna tudo infinitamente mais fácil e divertido! Além desse dois, o Aranha ainda tem mais três títulos para o console, um deles junto dos X-Men.

Spawn – Fiel à história e até aos estilo gráfico dos quadrinhos, o único título do demônio para Super NES é divertido para quem é fã da série, mas nenhuma experiência nova para quem só está interssado na ação. Embora tenha várias opções de comandos – todos visualmente muito bonitos quando executados – Spawn é simples de aprender, mas difícil de jogar. Ainda assim, traz a mesma ação dos gibis e não deixa a desejar no quesito fidelidade. Inimigos como Overkill e o próprio demônio Malebolgia aparecem como chefes. Seria uma obra prima se o combate fosse mais elaborado, mas ainda assim vale pelas técnicas avançadas de Spawn.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time – Neste que é considerado um dos melhores beat’em ups de todos os tempos, nada de poderes, heróis voadores e cintos de utilidade. Tudo o que há são quatro tartarugas lutadoras, capangas e pizza. Sem dúvida o melhor jogo das Tartarugas Ninja já produzido. Divertido, fácil de aprender, temática de viagem no tempo e os quatro répteis à escolha do jogador são a receita do sucesso de Turtles in Time. Além de Michelangelo, Donatelo, Rafael e Leonardo, vilões típicos dos quadrinhos entravam em cena. Tudo o que os fãs queriam das Tartarugas Ninja estálá, inclusive a música do desenho animado e os gritos de “kowabanga!”. Posteriormente, as Tartarugas Ninja ganharam um jogo no gênero de luta, mas o título não fez sucesso.

Mighty Morphin Power Rangers – Quando os Power Rangers ainda eram um sucesso por aqui e nos Estados Unidos, um jogo foi lançado pela Natsume exatamente nos moldes do seriado da televisão: os cinco adolescentes seguiam batendo nos bonecos desengonçados e, quando as coisas apertavam, era hora de morfar e eles se transformavam nos Power Rangers. Quem era fã da série tinha um prato cheio nas mãos, mesmo não tendo o melhor título para o Super NES. Nas fases finais do jogo, os Rangers invocam o robozão Megazord, como não poderia deixar de ser, para lutar com um monstro de proporções gigantescas. Bastante simples, mas ainda assim bem divertido. Quando ‘morfados’, cada ranger tinha uma arma especial e movimentos próprios. É baseado na primeira geração da série, produzida pela Bandai, a que fez mais sucesso. Posteriormente, foi lançada uma versão de luta dos Power Rangers com cinco Zords (os robôs de cada um) e um novo beat’em up um pouco mais elaborado, que foi produzido com base no filme da segunda geração.

A evolução dos controles – do botão único do Atari aos movimentos do Wii

Botões, direcionais, alavancas, manches, sensores, luzes, pilhas, fios, teclas… Os controles, ou joysticks, evoluíram junto com os games e os próprios consoles, tornando-se protagonistas de verdadeiras revoluções no mercado dos jogos eletrônicos. Tudo começou com um manche e um botão único no Atari, passou pelos mais diversos formatos até chegar à beira da realidade virtual com o Wiimote e seus sensores de movimento. Você confere a partir de agora uma breve passagem pelos controles dos principais consoles domésticos a partir do Atari e viaja pelas inovações trazidas pelas fabricantes conforme as novas gerações surgiram.

atariAtari – Um controle simples para um videogame simples. Os jogos do Atari representaram os primórdios dos games e por isso não traziam muitas funcionalidades, logo, o controle não necessitava de vários botões ou um design anatômico. O controle do Atari tinha apenas um manche para controlar o personagem e um botão para executar a ação – geralmente um pulo ou um ataque. Dizer que este foi o pioneiro na introdução de botões pode parecer óbvio, mas não é: o controle do Odissey não tinha botões para pressionar, mas sim dois dispositivos parecidos com os reguladores de volume e frequência de rádios analógicos, para movimentar o ponto da tela nos ângulos verticais e horizontais.

master systemMaster System – Após a crise dos videogames, um novo conceito de controle foi introduzido pela Sega e pela Nintendo, um formato que definiu padrões que são seguido até hoje. Enquanto o controle do Atari necessitava de uma mão para usar o manche – e de quebra o controle todo – e outra para apertar um único botão, o novo modelo era segurado por ambas as mãos do jogador, que utilizava os polegares para apertar os botões – dois do lado direito (1 e 2) e uma placa direcional de quatro direções do esquerdo.

nesNES – Praticamente igual ao modelo da Sega, mas trazia algumas particularidades e novidades. Também desenhado para que os botões fossem pressionados pelos polegares, o controle do NES tinha uma cruz regular em vez da placa direcional do controle do Master System e seus botões do lado direito eram o A e o B. Além disso, a Nintendo introduziu dois novos botões com funcionalidades para fora do jogo – o Start e o Select. O primeiro segue sendo uma referência em todos os consoles para pausar o jogo, enquanto o Select tinha diversos usos, como trocas de armas, uso de itens, entre outros, na maioria das vezes quando havia algum menu aberto.

genesis mega driveMega Drive – O irmão mais velho novo do Master System apareceu no estilo ‘bumerangue’, também identificado visualmente com o console, maior e com um formato mais adaptável às mãos. Agora com três botões enfileirados – A, B e C –  o controle do Mega Grive permitia três ações dentro do jogo, algo até então impossível devido a escassez de teclas da geração anterior. Outra modificação feita pela Sega foi no direcional, que passou de uma placa para uma cruz em alto relevo sobre um manche – que se revelou frágil para muitos jogadores e quebrava não raramente. Também marcou a primeira vez que a Sega utilizou o Start.

SnesSuper NES – Na onda da Sega, a Nintendo arredondou o controle do seu novo console, mas deu um design menos agressivo e surpreendentemente prático. O controle do Super NES seguiu o estilo do seu irmão mais velho com o direcional em cruz – o que se tornou uma marca registrada da Nintendo – e com o Start e o Select. O A e o B, entretanto, ganharam mais dois companheiros, o X e o Y, dando suporte para que os jogos pudessem ter várias ações realizáveis dentro do jogo. A grande novidade, entretanto, veio na parte de cima: introduzindo os botões L e R (significando “left”, esquerda, e “right”, direita), pressionados pelos dedos indicadores sem interferir na ação dos polegares, outras duas novas possibilidades de ação surgiram. Assim, controle do Super NES triplicou o número de botões de funcionalidade da geração anterior.

saturnSaturn – Como a concorrente Nintendo havia colocado seis botões em um controle, a Sega teve de correr atrás do prejuízo. Baseado no controle do Mega Drive, o modelo do Saturn, também no design ‘bumerangue’, duplicou a sequência de botões do joystick anterior simplesmente introduzindo uma nova fileira em cima com teclas menores, retomando os números para diferenciá-los das letras. O direcional não foi modificado, embora tenha ficado mais resistente, e além do Start, a Sega introduziu o Select, algo que sua maior concorrente jamais voltaria a usar.

playPlaystation (1, 2 e 3) – A primeira aventura da Sony no mercado dos videogames foi tão bem sucedida que o controle de primeira viagem da fabricante ainda é o modelo de seu atual console. Inspirado no controle do Super NES, o modelo do Playstation mantém os padrões de quatro botões do lado direito – representados por formas geométricas -, Start, Select e um direcional no lado esquerdo. A novidade da Sony foi a duplicação dos botões superiores (L e R), totalizando oito botões de funcionalidade no controle e dois manches analógicos, um de cada lado da parte inferior da face do controle (algumas versões não tinham essas alavancas no primeiro Playstation, modelo que não viria a ser usado nos consoles posteriores). Agora, entretanto, o controle não era uma placa e tinha uma superfície reta na base, mas tinha dois suportes na parte inferior que deixavam a jogabilidade muito mais confortável. Além disso, as versões com os manches tinham um dispositivo de vibração que era ativado em algumas ocasiões nos jogos.

n64Nintendo 64 – Enquanto muitos consideram o controle do N64 a pior aberração já criada no mercado dos games (até a apresentação do joystick do Gamecube), outros o aplaudem como o melhor e mais prático modelo de todos. Em uma linha absolutamente inovadora, a Nintendo decidiu criar um controle com três suportes para segurar – o da esquerda com o característico direcional em cruz, o central, com um manche e o Start um pouco acima, e o direito, com os botões, além do L e do R. O lado esquerdo é a única parte ‘ normal’, já que o direito, agora, tinha seis botões – A, B e quatro C’s, cada um representando uma direção. As grande novidades, porém, estavam na parte de trás: o N64 introduziu  o conceito do ‘botão gatilho’, como é mostrado na foto, que funcionava como o botão superior, já que era acionado pelo dedo indicador. Também na parte de trás havia um encaixe para o memory card e o Rumble Pak, um acessório que funcionava como o dispositivo de vibração do controle do Playstation – e triplicava o peso do controle. Surpreendentemente confortável para jogar, mesmo que poucos jogos utilizassem os botões do lado esquerdo do controle, o que causava estranhamento para quem não era familiarizado com o console.

dreamcastDreamcast – No último controle que produziria, a Sega resolveu inovar nos padrões que até então produzia. Apesar de um pouco grande comparado aos concorrentes e parecer algo completamente novo, o controle do Dreamcast era bem simples, com dois direcionais – um manche na parte superior e um direcional em cruz na parte inferior – quatro botões do lado direito e dois gatilhos na parte superior, o que viria a ser usado posteriormente no Xbox 360. Entre as particularidades do controle do Dreamcast, além de seu tamanho, havia o fio de ligação com o console, que saía da parte inferior, e o enorme encaixe para o memory card e o dispositivo de vibração. Muito aplaudido pelos jogadores, também é considerado um dos melhores controles já produzidos, embora não tenha sido muito difundido devido à pouca vida útil do Dreamcast.

gamecubeGamecube – Se o controle do N64 foi considerado um ‘monstrinho’ por muitos, o que dizer da primeira impressão do modelo do Gamecube? Inicialmente, parecia algo confuso, mas bastava jogar uma única vez para perceber que a Nintendo havia chegado próxima à perfeição – e pela primeira vez se inspirou na concorrente Sony. A face do controle do Gamecube tinha o eixo esquerdo com dois direcionais – uma cruz na parte inferior e um manche na parte superior – e um botão superior, enquanto o lado direito tinha outro manche (C), quatro botões (A, B, Y e X) dispostos de uma forma irregular e dois botões superiores (R e Z), com dois níveis de pressão. Em relação ao seu irmão mais velho, o controle do Gamecube perdeu em número de botões, mas ganhou em praticidade, já que ambos os direcionais do lado esquerdo eram acessíveis sem a necessidade de trocar de eixo. O lado esquerdo, inclusive, é parecido com o do controle do Playstation, mas os direcional em cruz e o manche trocaram posições, assim como ocorreu no Dreamcast da Sega.

xboxisXbox – Sim, lembra muito o controle do Dreamcast, até no tamanho. O primeiro controle da Microsoft era tão grande quando o último modelo da Sega, mas era mais confortável e vinha com um enorme símbolo do console no centro. Além dos dois direcionais do lado esquerdo, o que se tornou uma tendência em praticamente todos os controles da nova geração, dos quatro botões básicos e outro manche no lado direito e dos gatilhos superiores, a Microsoft colocou o Start e o Select no centro, assim como a Sony e a Nintendo em seus primórdios. Outros dois botões de funcionalidade foram incluídos no lado direito e o direcional foi retomado como uma placa parecida com a introduzida no Mega Drive.

xbox360Xbox 360 – Assim como a Sony, a Microsoft continuou a utilizar o primeiro modelo que criou, embora tenha criado uma versão mais nova, bonita e menor do modelo do Xbox. De diferente de seu irmão mais novo, esse modelo tinha dois botões acima dos gatilhos, deixando o modelo com duas teclas superiores de cada lado, assim como o controle do Playstation. O joystick do Xbox 360 também apresentou um botão de funcionalidade externa, ou seja, uma tecla que liga o videogame e abre a interface do sistema, muito útil para quem não gosta de ir até o console para desligar ou ‘resetar’. O fato de ser sem fio e ter suporte para fones de ouvido em partidas online também contaram como ponto extra no conforto do manejo do controle, embora necessite de pilhas para funcionar.

wiiWii – O grande protagonista da recente revolução dos videogames, ainda que necessite de pilhas. Com sua mania de inovar – e na busca pela retomada na liderança do mercado – a Nintendo levou a experiência dos jogos eletrônicos a outro nível com os controles do Wii. Dois controles unidos por um fio e pouquíssimos botões de funcionalidade acessíveis ao mesmo tempo unidos a sensores de movimento e a capacidade de apontar para a tela e controlar um cursor foram a receita para o enorme sucesso do Wii. Adaptado para ser um simulador de armas, espadas, tacos de baseball, varas de pescar e milhões de outros objetos, o Wiimote mais parece um controle remoto que um joystick. Ele é, aliás, segurado como um controle remoto na maioria das vezes, mas também pode ser usado como um controle convencional se utilizado horizontalmente. O modelo revolucionário da Nintendo tem um acessório quase imprescindível, também com sensores de movimento e inspirado no eixo central do N64, com um manche e dois ‘botões gatilho’. O Wiimote foi desenhado para ser utilizado de diversas formas e funciona de forma praticamente perfeita em todas elas, tornando a experiência em jogos de tiro, principalmente, algo único com os sensores de movimento e o sistema de mira totalmente sob controle do jogador.

Final Fight 3 (Super NES)

Final Fight é uma das mais famosas e bem sucedidas séries para o Super NES.  O título é um dos primeiros a ser lembrado quando o gênero beat’em up é colocado em questão e, embora não seja tão celebrado como Street Fighter, Mega Man ou Resident Evil, ajudou a consagrar a Capcom como a produtora dos melhores beat’em ups da era 16-bits.

Mas o que é o beat’em up? É o gênero que mistura luta e aspectos de aventura e plataforma, que consiste em avançar com o personagem pelas fases enquanto derrota inimigos, de controles simples e geralmente com suporte para mais que um jogador. Basicamente, um beat’em up se resume em bater, bater e bater. O gênero pode ser considerado os primórdios e a maior influência para jogos como as séries Devil May Cry, God of War e o jogo No More Heroes, já que, embora sejam títulos de ação e obviamente dispõem de mais recursos, também trabalham com o princípio de derrotar inimigos e avançar.

A última versão de Final Fight para o console de 16 bits da Nintendo reúne todos os ingredientes que consagraram a série: a história da gangue que invadiu Metro City e os personagens Mike Haggar (o prefeito da cidade), Guy, o ninja  que retorna à série após sua ausência em Final Fight 2 e participa da série Alpha de Street Fighter e os estreantes Lucia e Dean.
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Cada beat’em up trouxe inovações conforme o gênero evoluiu. A novidade de Final Fight 3 são movimentos especiais executados por comandos similares aos de jogos de luta e uma barra de ataque especial que viria a ser usada em jogos como The King of Fighters e outros jogos de luta posteriormente. Além disso,  o caminho a ser percorrido nas fases não são determinados, ou seja,  o jogador pode acessar áreas secretas e até enfrentar um chefe diferente ao quebrar uma porta por exemplo. Assim, Final Fight 3 ganhou em vida útil, pois não se torna tedioso rapidamente, uma vez que há vários caminhos diferentes para poder acabar o jogo.

A verdadeira diversão de um beat’em up é jogar com um ou mais parceiros, o que até deixa o jogo não mais fácil, mas menos difícil. Final Fight 3 trouxe, além da opção para dois jogadores, o modo “2P Auto Play”, no qual o segundo jogador é controlado automaticamente, embora a inteligência artificial do jogo seja ruim e faz com que o segundo personagem até atrapalhe algumas vezes.

Dos jogos 2-D da série, Final Fight 3 é o mais completo e sólido. O título ajudou a popularizar os beat’em ups, embora tenha sido lançado já no fim da era do Super NES, e encerrou a série no console com chave de ouro. Abaixo, o vídeo do ScrewAttack que elege os 10 maiores beat’em ups de todos os tempos, que inclui o primeiro Final Fight e no qual figuram apenas jogos 2-D.

Ficha Técnica
Plataformas: Super NES
Produtora: Capcom
Ano: 1995
Gênero: Beat’em Up