Trilhas Sonoras: Abertura de Super Mario Kart

Super Mario Kart é um dos poucos jogos do mascote da Nintendo cuja trilha sonora não foi produzida por Koji Kondo. O jogo que iniciou a série de corridas de Mario e sua turma teve as músicas compostas por Soyo Oka e Taro Bando, mas segue a linha e o ritmo dos títulos plataforma que consagraram o encanador. Ouça agora o tema de abertura de Super Mario Kart e faça o download clicando aqui.

Super mario kart opening by jvccarioca

Relembre as trilhas sonoras que marcaram época! Dê sugestões para o Baú do Videogame.

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Gran Turismo (Playstation)

O texto da caixa de Gran Turismo não exagera em nada quando dá ao jogador aos boas vindas para “o jogo de corrida mais avançado já criado”. Pelo menos até então, em 1997, nenhum jogo do gênero havia chegado ao patamar de realismo que a equipe da Polyphonyc Digital conseguiu desenvolver. Não à toa, o subtítulo do game é “o simulador real de pilotagem” (‘the real driving simulator’).

A maioria dos jogos de corrida produzidos até então tinha a jogabilidade bastante artificial e até os que se propunham a fazer algo mais aproximado da realidade não tinham muito êxito nesse aspecto, principalmente por conta da física e nos controles de dentro do título. E é exatamente nesse ponto que o realismo de Gran Turismo impressiona. A dificuldade para fazer curvas em alta velocidade e a facilidade com que alguns carros derrapam reproduzem com fidelidade um ambiente real. A própria inteligência artificial da CPU faz parecer que os outros competidores também são jogadores humanos e o padrão de dificuldade é ideal, parece até se adaptar ao nível do jogador. O único aspecto em que obviamente não foi possível uma simulação perfeita foram as colisões – do contrário, muitos carros estariam destruídos nos Playstations.

Mas o realismo não se dá somente dentro das corridas. Antes de sair acelerando em busca do lugar mais alto do pódio, o jogador tem que tirar licenças para competir, e só pode entrar em determinados campeonatos se tiver a permissão certa. Depois disso, nada de carro novo – o pouco dinheiro na reserva só dá para comprar um modelo usado com o qual o jogador tem que se virar para vencer as corridas menos prestigiadas e conseguir verba para adquirir máquinas melhores.

Nem só de comprar carros, porém, vive o jogador. Uma das opções mais marcantes de Gran Turismo, que aliás foi um dos pioneiros nesse modo, é poder melhorar o carro com novos equipamentos e ajustes. Além de gastar um bom dinheiro investindo em aspiração, freios, embreagem e turbo, o jogador também pode modificar o tempo da troca das marchas para dar mais potência ao veículo, o que aumenta ainda mais a sensação de realidade do jogo, embora demande também bastante conhecimento técnico. De qualquer forma, a customização foi um aspecto muito bem aceito e um dos grandes atrativos do simulador.

O universo automobilístico de Gran Turismo é imenso. São 172 modelos de 18 marcas, desde as máquinas mais simples até os sonhados Toyota Supra e Mitsubishi GTO e lendas como o Dodge Challenger. Há modelos, porém, que só podem ser adquiridos após a realização de certas tarefas. A variedade é tão grande que conseguir uma exemplar de cada modelo era tarefa para poucos e pacientes. A notícia boa é que a garagem virtual  e os estoques das montadoras não têm limites e a coleção pode ser infinita.

A belíssima introdução do jogo

As competições também são variadas. Há campeonatos curtos, corridas individuais e endurances – provas que chegam a durar quase uma hora, todos com  premiações e suas emoções particulares. Cada um dos torneios, porém, pede um tipo de carro, e por isso há tantos modelos disponíveis. Há provas que pedem carros de determinada nacionalidade, outras impõem um limite de peso ou potência e há as que só permitem a entrada de máquinas especialmente preparadas para corridas mais longas.

O sucesso de Gran Turismo é evidente. O título foi o mais vendido da história do Playstation, com 10.85 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo. A continuação, Gran Turismo 2, também para o primeiro console da Sony, é o terceiro dessa lista, com 9.37 milhões de cópias vendidas, pouco atrás dos 9.8 milhões de Final Fantasy VII, considerado um dos melhores títulos da plataforma. A franquia seguiu angariando fãs com os Gran Turismo 3 e 4 no Playstation 2 e deve surpreender novamente com Gran Turismo 5 para o Playstation 3, que deve sair ainda este ano, mas ainda não tem data de lançamento marcada.

Ficha técnica – Gran Turismo
Plataforma
: Playstation
Produtora: Polyphony Digital
Publisher:
Sony
Gênero
: Corrida/Simulador
Ano
: 1997

Trilhas Sonoras: Mute City – F-Zero (Super NES)

F-Zero marcou o Super NES pela velocidade alucinante, mas também pelas grandes músicas que acompanhavam as corridas futuristas. Cada pista tinha sua trilha própria, e agora relembramos o tema de Mute City, o primeiro e mais conhecido circuito. Os responsáveis por essa grande trilha sonora foram Naoto Ishida, Yukio Kaneoka e Yumiko Kanki, que souberam amplificar a adrenalina e a velocidade com todas as músicas do jogo. Você baixa Mute City clicando aqui.

Mute City F-Zero by jvccarioca

Quer relembrar a música do seu jogo preferido? Dê sua sugestão ao Baú do Videogame!

Trilhas Sonoras – Tela de seleção de corredores de Diddy Kong Racing (Nintendo 64)

 A música da tela de seleção de corredores de Diddy Kong Racing é a cara do jogo: alegre e divertida. A trilha muda de instrumento várias vezes durante sua duração, sendo que cada um deles representa um corredor.

DKR racer selection by jvccarioca

Faça o download da faixa clicando aqui.

Let the carnage begin! – Rock’n’Roll Racing (Super NES)

RocknRoll Racing Boxshot

Não é só a velocidade que importa nos jogos de corrida. Pelo menos não em Rock’n’Roll Racing. O que importa, além do dinheiro adquirido com o primeiro lugar, é explodir os adversários usando bombas, mísseis, minas, lasers e até o seu próprio carro em corridas interplanetárias, tudo ao som de obras primas do bom e velho rock’n’roll.

Lançado em 1993  e desenvolvido pela desconhecida Silicon & Sinapse – mesma criadora de The Lost Vikings e atualmente mais conhecida como Blizzard -, Rock’n’Roll Racing surgiu como uma alternativa simples e divertida aos títulos tradicionais de corrida unindo elementos de ação e velocidade. Enquanto a maioria dos jogos do gênero tinham – e ainda têm – a perspectiva pela traseira do carro, como Top Gear , o grande hit de corrida para o Super NES, Rock’n’Roll Racing tinha uma “câmera aérea”. Os carros e a pista não eram vistos por cima, mas de uma perspectiva diagonal, algo que é chamado de 2,5D, já que trabalha com a noção de profundidade mesmo sem explorar completamente todas as três dimensões.

Rock’n’Roll Racing faz parte daquele grupo de jogos de corrida que envolve outros aspectos além da competição e das ultrapassagens. Esse estilo, cujo grande popularizador foi Super Mario Kart, pode ser considerado uma ramificação do gênero original e tem no multiplayer o grande fator de diversão. Os vários equipamentos e armas exigiam do jogador muito mais que habilidade no volante e de certa forma requeriam estratégias além de simplesmente buscar o primeiro lugar. Os controles, entretanto, eram bastante simples e pouco tempo de jogo resultava em uma rápida adaptação do jogador.

E toda a adrenalina das corridas era regada ao som de alguns dos maiores clássicos do rock, como o próprio nome do jogo diz. A trilha sonora era composta por Paranoid, do Black Sabbath; Highway Star, do Deep Purple; Bad to the Bone, de George Thorougood; Born to be Wild, de Steppenwolf; e Peter Gunn Theme, dos Blues Brothers. Todas em versões digitalizadas, claro, mas perfeitamente reconhecíveis e dando um toque especial nas corridas.

Não bastassem os clássicos do rock como música de fundo, havia ainda um narrador alucinado mas corridas. A voz Larry “Supermouth” Huffman marcou Rock’n’Roll Racing ao gritar coisas como “Let the carnage begin!” (“Que comece a carnificina!”) e outras frases avisando que determinado corredor estaria prestes a explodir. O locutor, famoso nos EUA por suas narrações em corridas de monster trucks e motocross, foi convidado para gravar as vozes para o jogo. O apelido de “Supermouth”, cuja tradução é “Superboca”, foi dado pela habilidade de falar até 300 palavras em apenas um minuto. (Clique para baixar as frases de Larry Huffman em Rock’n’Roll Racing)

Os personagens, os planetas e os carros também são memoráveis. Seres estranhos, meio-humanos e outros completamente monstruosos compunham o elenco de rivais e personagens selecionáveis, que contavam com o viking Olaf, de The Lost Vikings, como personagem secreto. As máquinas, customizáveiz em termos de cores e melhorias, eram apenas cinco, mas iam de um simples veículo off-road a um mini-tanque e um hovecraft. E os mundos viajavam por desertos, pântanos, planetas cibernéticos, congelados e cobertos de lava.

Rock’n’Roll Racing era daqueles jogos difíceis de enjoar, ainda mais se jogado por mais de uma pessoa. As corridas rápidas e o nível de desafio na medida fizeram do título um dos maiores clássicos de corrida para o Super NES que infelizmente não ganhou continuações oficiais, embora tenha inspirado alguns games. Há um site feito por fãs brasileiros (Lucas Ferreira e Renato Seabra, conhecidos como LucasRRR e Alijenu) completamente dedicado ao jogo com quase tudo o que existe relacionado a ele que vale a pena ser conferido (clique para acessar).

Ficha técnica: Rock’n’Roll Racing
Plataforma: Super NES
Produtora: Silicon & Synapse
Gênero: Corrida
Ano: 1993

Cruis’n USA / Cruis’n World (Nintendo 64)

Cruisin's Boxshot

Um acelerador e um volante é tudo o que é necessário para se divertir com qualquer Cruis’n. Nesse série estilo arcade, só a vitória é o que interessa – literalmente – e por isso freios e câmbio são dispensáveis, provando que a simplicidade e a diversão também se sobrepõem aos detalhes e à complexidade também nos jogos de corrida.

Dois anos depois de serem originalmente lançados para arcade em 1994 e 1996 respectivamente, Cruis’n USA e Cruis’n World ganharam versões para o Nintendo 64 devido ao enorme sucesso nos fliperamas. Ambos foram criados nos mesmos moldes e guardam muitas semelhanças, sendo praticamente o mesmo jogo a não ser pelos carros e pistas diferentes.

O próprio nome dos jogos revela o pano de fundo – Cruis’n quer dizer “cruzando”, ou seja, no USA você viaja os Estados Unidos de oeste a leste e no World, o jogador vai do Havaí às pirâmides de Gizé, passando pela Muralha da China. Em ambos os títulos, cada pista tem cenários únicos, atalhos e outras particularidades que, embora pouco notados por conta da velocidade das corridas, enriquecem a experiência do jogador. A inclusão de um botão que trocava a trilha sonora no meio das corridas foi benvinda, mesmo que a música ficasse em segundo plano, encoberta pelo ronco dos motores.

O estilo arcade da série Cruis’n é essencial na estrutura dos jogos. Como já foi dito, tudo o que importa realmente é vencer. Se o lugar atingido no pódio não for o primeiro, a próxima corrida não é habilitada – e a imagem de uma beldade entregando o troféu de campeão não aparece na tela. Dessa perspectiva, parece complicado ser sempre o vencedor, mas o nível de dificuldade é absolutamente equilibrado, não sendo tão duro com os iniciantes e nem um passeio para os mais experientes. Esse equilíbrio deve-se à mecânica simples dcruis'n maquinaa série: no modo automático, basta acelerar o tempo todo e guiar o carro. O desafio fica para quem tenta trocar as marchas no manual, o que requer muita prática e ao mesmo tempo deixa tudo mais divertido para quem consegue se habituar com a oscilação do motor. 

Os carros são uma atração à parte. Ferraris, Corvettes e Mustangs são clichês nos jogos de corrida, mas Cruis’n inovou e trouxe um ônibus “old school”, uma viatura de polícia, um táxi nova-iorquino e uma Romiseta como algumas das máquinas selecionáveis, entre outras bizarrices.

Em 2000, a série ganhou um terceiro jogo, Cruis’n Exotica, no qual os elementos fantásticos foram elevados ao extremo – com viagens a locais intransitáveis em carros, como o Alasca, a Amazônia e Marte. Houve algumas adições, como manobras que na verdade nada alteravam o andamento das corridas, mas a estrutura e a jogabilidade permaneceram as mesmas. O título, entretanto, não teve o sucesso que os antecessores, mesmo porque seu lançamento coincidiu com a chegada da nova geração e, consequentemente, de novas versões de Gran Turismo e Need For Speed, além das séries que primavam pelo realismo. As máquinas de arcade dos Cruis’ns, entretanto, podem ser encontradas na maioria das casas de fliperama.

Fichas técnicas
Cruis’n USA
Plataforma: Nintendo 64/Arcade
Produtora: Midway
Gênero: Corrida
Ano: 1996

Cruis’n World
Plataforma: Nintendo 64/Arcade
Produtora: Eurocom Entertainment Software
Gênero: Corrida
Ano: 1998